tempo de oportunidades

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domingo, junho 03, 2018

A importância do (CCAD) na vida do desbravador


Por Célio Barcellos

Em um mundo digital e cheio de entretenimentos, conduzir cerca de 600 juvenis para uma área de acampamento durante 4 dias, sem sinal de celular e internet, não é tarefa muito fácil. Especialmente pelo fato, de que eles próprios são os responsáveis pela alimentação, limpeza e tantos outros afazeres. 
E foi isso o que aconteceu dos dias 31/05 a 03/06/2018, por ocasião do XV Curso de Capacitação e Aperfeiçoamento do Desbravador (CCAD). Esse evento promovido há 15 anos pela Região Tupi, sob o comando de Erasmo Carlos, coordenador dessa distinta região, localizada em Vila Velha-ES e pertencente a Associação Sul Espírito-Santense (ASES), tem  como finalidade a prática do que é ser desbravador.

Erasmo Carlos (de boné) acompanhado de pastores

Diferente de um Campori, mas com características do mesmo, o CCAD, não está preocupado em pontuações e competições. Mas exclusivamente, fazer com cada Unidade de Clube, possa de fato desenvolver as atividades. Tanto as Unidades masculinas quanto as femininas se empenham ao máximo para o aprendizado.



Particularmente, notei algo muito positivo no que se refere a aspectos de liderança e cooperação. Diversos Clubes decidiram não levar fogões. Aproveitaram a oportunidade para que as próprias Unidades sob supervisão das diretorias, fizessem tudo. E foi muito oportuno perceber meninos e meninas empenhados no preparo do próprio alimento. 




Em algum momento, o coração partia, pois alguns demoraram para que as coisas ficassem no ponto, especialmente no primeiro dia. Podia-se notar claramente semblantes fechados e nervosos de fome. Apesar dos atrasos, ninguém ficou com fome. Se bem que alguns foram almoçar por volta das 16:00 hs, em função de muitos serem “marinheiros de primeira viagem”. 


Além de todas essas atividades, o CCAD também promoveu educação ambiental e relevância com o próximo. Alguns Clubes cumpriram a meta de "lixo zero", em que o objetivo era não utilizar plásticos e outros tipos de recipientes. Como havia uma Vila próximo do acampamento, foi realizada uma Feira de Saúde e entrega de literaturas. Também, com o apoio da ONG  "Guardiões", saíram a plantar mudas de árvores e limpeza de rios e cachoeiras. 
Se porventura, um responsável por algum juvenil entre 10-15 anos, estiver lendo esse texto e quiser proporcionar algo especial que ajudará esse menino ou menina a se tornar homem e mulher autônomos, capaz de trabalhar em grupo e administrar pressões, te convido a conhecer o Clube de Desbravadores. Além de tudo isso que foi mencionado, nas várias atividades, são passadas as responsabilidades: cívica, moral e espiritual.


Num mundo carente de líderes e referenciais, o Clube de Desbravadores, mesmo com as suas imperfeições é uma grande “porta” para que meninos e meninas olhem para um horizonte mais alegre e tenham um futuro esperançoso. Ver juvenis cheios de energia, lutando por aprendizado e até mesmo por sobrevivência, é muito melhor do que olhar para as "ruas" e "guetos" e perceber muitos alucinados e perdidos por experiências que jamais deveriam ter sido iniciadas. 


Portanto, te convido a experimentar o que é ser desbravador. Como toda agremiação, o Clube de Desbravadores não está imune a problemas. No entanto, na somatória dos resultados, os lucros, são infinitamente maiores dos que prejuízos. Particularmente, o meu filho está no Clube de Desbravadores e foi ao CCAD. A minha filha está no Clube de Aventureiros, uma agremiação para a faixa etária entre (6-9 anos) com outra dinâmica de ensino. Mas com o mesmo propósito que é "salvar do pecado e guiar no serviço”.


Assim sendo, quero te dizer o seguinte: Vá correndo a um Clube de Desbravadores espalhado pelas diversas Igrejas Adventistas no Brasil e no mundo! Chegando lá, procure o responsável pelo Clube local e descubra essa maravilha para o seu filho (a). Você notará que, assim como o Erasmo Carlos, voluntários deixam de estar com a família, gastam do próprio bolso para que meninos e meninas tenham um futuro mais brilhante. 


quinta-feira, maio 10, 2018

Cuidado com os compartilhamentos!


Por Célio Barcellos

Em tempos de fake news é oportuno relembrar um fato real que aconteceu próximo a Ayers Rock, Austrália, em 17 de agosto de 1980, quando uma fatalidade gerou enormes prejuízos ao Pr. Michael Chamberlain e a sua esposa Lyndi Chamberlai, por ocasião do desaparecimento da pequena Azaria Chamberlain, de apenas 2 meses,  devorada por um cão selvagem, numa região de acampamento. 
O início das investigações apontou que a própria mãe, havia assassinado o bebê, pois o corpo desapareceu misteriosamente. O mundo ruiu para aquele casal! A imprensa sem dó e sem piedade, contribuiu para que a opinião pública condenasse aquela senhora, antes que o  tribunal o fizesse, acusando-a de prática de magia negra, pois eles utilizaram um caixão ao promoverem um curso como deixar de fumar.
No dia do julgamento, a sentença foi a prisão perpétua. Até que em 1986, após 6 anos presa, um casaco foi encontrado em uma área próxima onde estavam. O caso foi reaberto e em 1988 a Corte Criminal anulou todas as acusações contra os pais da criança, gerando uma indenização pela injustiça, mas com imensos prejuízos emocionais, sociais e profissionais para  a família (para conhecer a história, assista ao filme: “Um Grito no Escuro”, estrelado por Meryl Streep e Sam Neil).
Pois bem, num mundo globalizado em que o acesso digital se tornou bastante popular, cada cidadão porta em suas mãos, um verdadeiro arsenal capaz de matar e destruir a reputação de uma pessoa. Com os aparelhos celulares cada vez mais potentes, os cidadãos, quase que em tempo real, produzem, consomem e compartilham notícias numa velocidade sem limites.
A internet bem utilizada é uma ferramenta indispensável para o conhecimento e até para a  solução de muitas coisas, incluindo no desvendamento de crimes. No entanto, com as diversas redes sociais, a internet torna-se barato para quem utiliza da prática de difamações pessoais e precipitações de julgamentos, uma vez que na ansia do protagonismo, as notícias falsas circulam na velocidade de um potente vírus.
Dois casos recentes que repercutiram na mídia nacional, foram os assassinatos da vereadora Mariele e do motorista Anderson, ambos no Rio de Janeiro e dos dois irmãos Joaquim e Kauã, na cidade de Linhares-ES. Qual deveria ser a postura do cidadão, diante de situações como essas? Deveria se envolver a ponto de fazer juízo da situação e até o de compartilhar informações ou deveria deixar que as autoridades se encarregassem do processo?
O que se tem visto em casos como os citados e de muitos outros espalhados é uma avalanche de precipitações em condenar indivíduos sem a devida conclusão dos ocorridos. Infelizmente, pessoas cristãs que deveriam ser os apaziguadores, tem fomentado intrigas e até mesmo contribuído para injustiças na vida de pessoas. É preciso mais equilíbrio nos comentários e na transmissão das informações. Após as "penas" serem lançadas ao vento, fica impossível recolhê-las.
Imagino que todo cidadão, promotor de liberdade e bem-estar das pessoas, deseja um país mais justo e seguro para se viver. O seu sentimento de justiça não está acompanhado como o de um justiceiro. Pelo contrário, ele trabalha por dias melhores. Não corrobora com a injustiça, mas acompanha e aguarda com atenção o desenrolar dos fatos para a condenação dos verdadeiros envolvidos. 
Se porventura, as redes sociais, tem causado mais prejuízos tanto para você quanto para as pessoas, o melhor é deletar todas e procurar viver a sua vida com mais altruísmo ao  invés do revanchismo. Cuidado com o sentimento de justiça própria! Se o próprio Deus, que é a essência da justiça, tem paciência em julgar, por que o ser humano se precipita tanto? Não seria melhor a prudência ao invés da pressa? 
Portanto, em tempos de "fake news" as palavras do Cristo são mais do que oportunas: “Não julgueis para que não sejais julgados” (Mt 7:1). Afinal, o juízo humano carece de muita investigação, pois a sua tendência é a de especular. Por isso, ao invés de o cristão entrar na onda da especulação, o melhor é se envolver na Missão, para não correr o risco de ser desqualificado e não vir a fazer parte da notícia ruim de Deus. 

sexta-feira, abril 27, 2018

Fim de tarde


Por Célio Barcellos

Um fim de tarde enluarado, com o Céu dourado por um lindo pôr do sol
O olhar dista o horizonte com o semblante preocupado, quem sabe triste ou cansado.
De uma semana de lutas, pesarosa, mas esperançosa no porvir.
Da janela, o contraste, gera angustia e dissabor, de um mundo desigual e cheio de terror.

Na amplidão do Céu e a Terra, algo fantástico se observa: A lua ao Leste e o sol no Oeste.
Mesmo distantes um do outro, percebe-se no sol, o esplendor e a majestade da sua luminosidade. 
Do Oeste, aquece o Leste e por conseguinte, os outros pontos do Planeta.


É claro que ele não se move. Ele é fixo. É o centro de nossa galáxia. Todos giram ao seu redor.
Especialmente a Terra, nossa habitação. Que na rotação e translação, propulsiona vida e emoção.
À medida em que se põe, a lua não nos deixa sós. Ela é a calmaria, de um ritmo que nos enlouquece.


Mesmo que a noite traga tristezas e até medo, ela é oportuna para reflexões.
O sol precisa nascer para todos. Enquanto é noite para nós é dia para outros.
Não se entristeça e nem se desespere. Ainda que esteja escuro, os raios do sol,
Emitem esperança de que nem tudo está perdido.

Lembre-se: Há um Ser que move tudo isso. 


segunda-feira, março 05, 2018

Os capacetes brancos



Imagem: pt.euronews.com
Por Célio Barcellos

Tomais também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.” (Efésios 6:17)

Em meio ao terror da Síria, onde o despotismo humano insiste em massacrar pessoas, um grupo de voluntários denominado “Capacete Branco”, desde 2013, arrisca a vida em meio a escombros e intensos bombardeios para socorrer pessoas diante de cenas infernais. Os Capacetes Brancos, são jovens sírios que não concordam com o regime assolador do país. Ao invés de pegar em armas, eles utilizam as mãos para salvar. 
Problemas como os da Síria, não são exclusivamente de lá. Mas se espalham como pragas devoradoras que assolam o planeta. Assim como a economia é global, em que a abertura de capitais proporciona crescimento e riqueza globalizada, os problemas da miséria e do terror também acompanham esse ritmo. (Leia aqui)
Não existem países ou cidades imunes a qualquer tipo de violência. Até o Brasil, tido como um lugar isento, tem sofrido ondas de violência e miséria sem precedentes. Haja vista o que ocorre em cidades como Rio de Janeiro devido ao tráfico de drogas e Roraima, devido a ditadura comunista no país vizinho - Venezuela, quando refugiados chegam aos milhares fugindo do horror. 
Se antes como brasileiros, deveríamos matar "um leão por dia” para a sobrevivência, atualmente esse número precisa ser dobrado ou até mesmo triplicado, pois os problemas sociais só aumentaram. De um lado, governantes irresponsáveis com a gestão pública, se mostram mais preocupados com os bolsos do que com os bolsões de miséria e pobreza existentes.
Em meio a tudo o que está acontecendo, muitos cristãos preferem assistir de camarotes. Optam pelo conforto de casa, do que colocar as mãos no arado. Muitas vezes, se quer, oram por situações que se repetem diariamente. Louvado seja  Deus pela existência dos “Capacetes Brancos”! Eles não são um produto exclusivo da Síria, mas de todo Planeta, pois estão em todo lugar.
Imagem: br.noticias.yahoo.com
     O que seria dos refugiados em Roraima, se não tivessem os “Capacetes Brancos” naquele lugar? O que seria dos flagelados do Rio e de tantos lugares desse país, se não tivessem por lá, os “Capacetes Brancos”?. Os Capacetes Brancos são homens e mulheres, cristãos ou não, que se empenham para ajudar a quem precisa. Que separam o seu tempo, os seus talentos, os seus recursos e até a sua vida para socorrer a quem necessita. 
Enquanto na igreja, a maioria prefere a acomodação, há ainda, na mesma igreja, um grupo reduzido que prefere a ação. E esse grupo, pelo poder de Deus, faz, um tremendo barulho. Imagina se todos se envolvessem? Acorda igreja! O campo missionário não é somente na África ou na Síria, mas em todos os rincões desse planeta, inclusive na sua rua. 
Fique ligada igreja! pois a qualquer tempo um bombardeio poderá atingir a sua rua. E se você não estiver envolvida, poderá perder a grande oportunidade de utilizar o capacete branco. Até porque, você foi chamada para servir e não para ser servida. Oh, igreja! Acorda! É tempo de salvar!

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