tempo de oportunidades

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domingo, julho 16, 2017

Seja missional


Por Célio Barcellos

Em função de estar na região de Campinas para assunto de extrema necessidade, eis que no sábado, 15 de julho, resolvi juntamente com o meu filho, participar do culto na Igreja do Unasp - Campus 2, em Engenheiro Coelho. 
Quando lá cheguei, fui surpreendido com a performance do Pr. Meyer, que em forma de monólogo, apresentava histórias de pioneiros nas áreas de Publicações, Ministério Pastoral e obra Médico-Missionária. E que histórias sensacionais contadas por um argentino, apaixonado pelo Brasil e de aproximadamente 8 décadas de vida!
Ele foi simplesmente magistral! Impactou a todos com as suas deixas reflexivas. Que memória extraordinária! Conseguiu como poucos, segurar um auditório que se apaixonou desde a primeira apresentação. 



Mesmo eu sendo de um outro Campo, mas com a certeza de que faço parte de uma mesma igreja, decidi 
que assistiria aquele Concílio para Anciãos da Associação Paulista Central (APaC) até o fim. Além da riqueza de programação e palestrantes de alto nível, também pude rever vários amigos desse abençoado ministério.
Eventos como esse, de caráter totalmente missional, ajuda-nos a rever e a aprender conceitos, que certamente serão muito úteis na pregação do evangelho. A missão precisa continuar e pulsar no coração de cada um de nós. Seja pastor, ancião ou qualquer pessoa que aceitou a Cristo.
É necessário estar ciente, de que, assim como homens e mulheres, que largaram carreiras promissoras em seus lugares de origem, e fizeram a mensagem do Céu chegar até nós; por conseguinte, temos a obrigação de fazer o mesmo por outros. Seja em solo pátrio ou "além mar".


Portanto, parabenizo a administração da APaC por tamanho investimento em seus líderes. Como pastor, fui bastante abençoado e creio que todos os participantes desse rico Concílio também o foram. 
Que o Senhor Deus continue a abençoar e a tocar no coração de cada servo dEle, a necessidade de conhecer e aplicar os conhecimentos para o aumento do Reino Eterno.

Maranatha!!

quinta-feira, junho 22, 2017

Quase no lar não é certeza de chegada


Foto: Jefferson Rocio

Por Célio Barcellos

Por volta das 5:50 da manhã desta quinta-feira (22/06), um trágico acidente envolvendo uma carreta com granito, duas ambulâncias e um ônibus da Viação Águia Branca, provocou a morte de 21 pessoas e deixou 22 feridos na região de Guarapari/ES. O impacto foi tão forte que o ônibus conduzindo os 30 passageiros de São Paulo com destino a capital do Espírito Santo, pegou fogo, causando a morte de 15 pessoas.
O que esse acidente, considerado o maior e mais grave nas rodovias capixabas, pode deixar para nós? Tanto esse, quanto outros graves que já ocorreram, seja em terras capixabas ou em qualquer outro lugar, deveriam impactar-nos a ponto de causar uma verdadeira mudança no trânsito. É uma loucura total o que se vê nas cidades e rodovias desse imenso Brasil. Situações que beiram a loucura e irresponsabilidade.
Será que na pressa de chegar, compensa arriscar a sua vida, a de sua família e a de pessoas que trafegam livremente como você? É comum ver condutores, seja de carro de passeio ou veículos maiores, com uma autoconfiança que beira a soberba e a ignorância. É claro que fatalidades acontecem, mas muitos acidentes e mortes poderiam ser evitados, se tão somente tivéssemos mais amor à vida e nos preocupássemos de fato em chegar.
A ideia desse texto, surgiu hoje pela manhã por volta das 10:00. Eu havia passando na casa do amigo Moisés Oliveira, pastor na Grande Vitória, para buscar um objeto. Após um breve diálogo sobre o acidente, o colega expressou: "quase no lar, mas não chegaram", referindo-se ao ônibus que conduzia os passageiros e que estava a poucos quilômetros do destino final.
De fato, saí dali para resolver situações referentes à saúde, mas não me saia da cabeça a frase do amigo Moisés. Ao ligar o veículo para retornar para casa, como de costume, fiz uma oração pedindo proteção e livramento dos perigos. No veículo estava toda a minha família e numa estrada muito movimentada. Em determinado momento já à noite, em direção a Colatina, precisei sair para o acostamento em função de alguém apressado ultrapassando no sentido contrário.
Quando estávamos em São Domingos do Norte, a 21 Km de nossa casa, começou a chover forte. Lembrei mais uma vez do amigo Moisés e dessa vez dialoguei com a minha esposa, Salomé: Quase no lar, não é certeza de chegada. Falamos sobre o ocorrido em Guarapari pela manhã e fizemos uma ponte para a vida espiritual.
Ao chegarmos em casa, a primeira coisa que fizemos foi agradecer a Deus. Mesmo cansado, decidi escrever esse texto, pois sei que os familiares das vítimas não dormirão e terão uma espécie de pesadelo, pois ao invés de abraçar queridos, terão de encarar corpos gélidos e inertes. 
A vida é muito breve! O Salmo 90, atribuído a Moisés chega a dizer o seguinte acerca da transitoriedade humana: “… A vida passa logo, e nós desaparecemos” (Sl 90:10 - BLH). Infelizmente, na aurora dessa quinta-feira, o crepúsculo se apressou para 21 pessoas.
Tem você somente olhado para a aurora da vida e não se lembrado de que há também o crepúsculo? Pois é! Quero te dizer que o sol se põe e a depender do ambiente, só restará medo e escuridão. 
Querido (a) amigo (a)! Valorizemos mais a vida. A começar por cada um de nós. Lembremo-nos que a vida é uma longa estrada e que muitas vezes precisaremos parar, olhar para os dois lados e acionarmos a “seta" para a direção que iremos seguir. 
Se porventura, surgir a necessidade de ultrapassagem, que a façamos com segurança, educação e com muita responsabilidade, pois assim fazendo, a probabilidade de chegarmos em nosso lar é bastante considerável.
#Oremos pelos sobreviventes.  #Oremos pelas famílias.

sexta-feira, junho 16, 2017

A missão é para todos

Animados para a entrega dos livros
Por Célio Barcellos

No sábado, 10 de junho, fui atender a pequena Comunidade de irmãos na localidade de São Roque da Terra Roxa, São Gabriel da Palha/ES. Atualmente com cerca de 30 membros, é motivo de agradecer a Deus. Há algum tempo, a realidade era outra. Essa pequena igreja, fundada por irmãos de São Gabriel da Palha, chegou a ficar resumida a 4 pessoas: Alcino Lima, sua esposa Lucia, seu filho José Carlos e a neta Josinéia. 
Alcino Lima, Lúcia e José Carlos

Por 3 anos, pai, mãe, filho e neta, permaneceram fiéis, contando com a ajuda da família de Eva Paquiela, que aos sábados, falava para os quatro, no momento da Escola Sabatina. 
Tempo depois, a irmã Floriscena, juntamente com o seu esposo Antônio e o pequeno Augusto, chegaram para ajudar a igreja. Em seguida, por ocasião em que o Pr. Alex Will pastoreou o local, os jovens Michel, Roni e Leo, por algum tempo, se deslocavam de São Gabriel da Palha para atender aos irmãos.
Irmãs Floriscena e Lucia Lima
Há aproximadamente um ano, no período em que o Pr. Joely Gervá atendia a região, o atual líder do Grupo, Valmiran, juntamente com os seus familiares, deram uma nova cara à igreja. 
Não posso deixar de mencionar a pessoa do irmão Fernando Mauze. Esse homem, a bordo de sua caminhonete, parte de casa todos sábados bem cedo em busca de pessoas da família do Valmiran no interior de São Roque para estarem na igreja. É um verdadeiro missionário voluntário! Como fruto de seus estudos bíblicos, em breve, teremos batismos na localidade, para honra e glória de Deus.
Apesar das dificuldades que cada pastor encontra ao redor do planeta para atender ao rebanho do Senhor, certamente é muito gratificante encontrar pessoas com fome e sede da Palavra de Deus. E muito mais ainda, saber que existem pessoas voluntárias que nos fazem crescer no Ministério pastoral.
Sem esses preciosos irmãos, que, voluntariamente dedicam parte do tempo e de suas vidas para discipular pessoas, o ministério pastoral não teria êxito. Louvo a Deus pelos Distritos onde passei. Desde Montanha, Mantenópolis, Carapina e agora Jardim da Infância, fui agraciado por pessoas maravilhosas que sempre me apoiaram e apoiam.
Nesse mesmo sábado, 10 de junho, ministrei a Santa Ceia em São Roque. Ao retornar para São Gabriel, fui até à casa da Ivete Rocha para ministrar a Ceia para ela e o esposo Carlinhos, pois ela estava impossibilitada de ir à igreja.
Ivete e o seu esposo Antonio
Para fechar o ciclo de visitação, uma vez que ainda daria um treinamento para a ala missionário da igreja no final da tarde, fui juntamente com jovens da igreja do Jardim da Infância, visitar o jovem Narciso que decidira retornar para o Senhor. Após cerca de 15 km, chegamos ao local. E para nossa surpresa, a dona Olendina, 99 anos de idade, estava praticamente  12 anos sem congregar e sem tomar Santa Ceia.
Lider jovem Luciana Lúcio lavando os pés da irmã Olendina
Por providência, os emblemas ficaram no carro, pois havia saído da casa da irmã Ivete Rocha direto para essa visita. Alí, naquele momento, propus a Ceia e aquela senhora com toda felicidade do mundo, alegremente aceitou e participou de uma das cerimonias mais importantes da igreja cristã. E aproveitando a oportunidade, apelei ao Sr. Darciso, pai do jovem Tarciso e o mesmo decidiu retornar para o Senhor.
Luciana, Erniane, Preto, o jovem Narciso, seu pai Darciso e sua vó Olendina
Se tão somente, mais pessoas ajudassem a apascentar as diversas ovelhas existentes, o aprisco estaria mais robusto e saudável. A igreja não estaria tão carente de pessoal. Está faltando mais comprometimento e confiança no poder de Deus! Se mais pessoas se juntarem para a pregação, dificilmente teremos igrejas vazias e jamais deixaremos alguém por 12 anos sem atendimento. E tem mais: Ao invés de uma "alma", Deus enviará o dobro para fazer multiplicar o Reino.

Confiemos mais em Deus e apascentemos as suas ovelhas, esse é o dever de todo crente.

quarta-feira, maio 31, 2017

Um nativo que se foi


Por Célio Barcellos

No sábado, 27 de maio, a comunidade itaunense sofreu uma grande perda: tombou à sepultura, o amigo Bernabet Maia. O Sr. Bernabet era o típico nativo da Vila. Filho de Manoel Maia e Esmeraldina Alves Batista, fincou raiz em seu próprio lugar. Natural da antiga Vila, de onde seus antepassados surgiram, não quis sair da região para um lugar ao Sol, mas prosperou em sua própria terra.

Casou bem cedo, aos 20 anos, com Maria Catarina, filha de Belarmino Carvalho da Paixão e Permínia da Paixão. Viveram juntos por 57 anos, até que a morte os separasse. Dessa união, surgiu a sua prole: Beth, Bernardino, Beatriz, Benilson, Brasileia, Brasil, Berlene, Maria Conceição e Sebastião (vulgo nenê, meu chapa de infância).

Como não me lembrar de Bernabet Maia! um moreno, de estatura mediana, bigode sempre feito, sistemático, de respostas sempre prontas e apesar da seriedade, era sorridente. Toda vez que nos encontrávamos, surgiam gargalhadas. Ele sempre se lembrava de minhas traquinagens de menino. Um incidente sempre presente era o seguinte: "Célio rapaz, que papé porco..."rsssss dizia sempre quando me via.

Essa frase se referia a uma ocasião em que eu cheguei da praia e chutei a bola com toda força na porta de minha casa. Meu avô saiu um veneno para saber quem havia feito uma desonra daquela. Para  a sua decepção, havia sido o próprio neto. Daí a frase do meu saudoso vovô: "Célio rapaz, que papé porco é esse? Que menino danado!" Mas foi uma bolada, que ao relembrar esse momento, caio na risada como agora ao escrever esse texto!

Apesar da seriedade do Sr. Bernabet, ele também era sem juízo. Certa feita, veja o que ele me aprontou: Era um domingo de manhã. Bernabet Maia, Nenê e mais alguém que não me recordo agora, estavam conversando na frente do quintal, à época, a casa dos Maia, ficava de frente para a minha casa. Eis que saio ao encontro deles e o Sr. Bernabet me desafia a subir no lombo de um jumento que estava naquele local. Eu tinha entre 11 para 12 anos. Ao pular no lombo do animal, eis que o bicho me joga no chão. O jumento era bravo e não havia sido amansado ainda. Oh vontade de pular no pescoço do Sr. Bernabet!

Mas, como os meus saudosos avós, João Pequeno e dona Valdemira haviam me ensinado, eu não poderia desrespeitar os mais velhos. Mas que deu vontade, isso deu! 

Certamente, quem conheceu o Sr. Bernabet e está lendo esse texto pode ser que tenha alguma história ou simplesmente a amizade para recordar. O fato é, que, a morte, situação real, porém nunca bem vinda, tira de nós pessoas que gostamos e aprendemos a respeitar.

Mesmo com pesar, quero dizer que a vida continua. Não está sendo nada fácil para dona Maria, seus filhos, seus netos e todos os familiares e amigos do Sr. Bernabet. Particularmente, ao chegar o próximo verão não verei mais o Sr. Bernabet, mas espero encontrar a família Maia unida e dando sequência ao trabalho do seu patriarca.

Como natural de Itáunas, cada vez que ouço a perda de um coterrâneo, fico muito sentido, pois afinal, é gente da minha terra. Estou escrevendo umas crônicas e memorias sobre a Vila e certamente, o nome da família Maia, estará presente.

Que Deus abençoe a família Maia! A quem eu estimo desde a minha infância. Que o Senhor Deus conforte a cada um de vocês!

ARTIGOS ESPECIAIS -:)