tempo de oportunidades

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sexta-feira, agosto 18, 2017

Uma vó que conheci, mas que não convivi


Por Célio Barcellos

Hoje, sexta-feira, (18/08), recebi uma ligação do outro lado do mundo. Era o meu irmão Fernando que ligava de Londres avisando do falecimento da vovó. Infelizmente, não tive o privilégio de conviver com ela, mas Deus me deu oportunidade de pelo menos conhecê-la. Foi no último verão, quando, levei a minha família para visitá-la em uma pequena Vila a 50 quilômetros de Nanuque - MG. Estou falando de  Eva Lameu, mãe de Vilmar Lameu, conhecido como Mazinho. Este, é meu pai biológico, mas que foi reconhecer a paternidade após 40 anos do meu nascimento.


Por intermédio do meu irmão Fernando, consegui juntamente com a minha família, chegar até a localidade. Ali, nas horas que ficamos com aquela senhora, de idade já avançada, pudemos desfrutar da companhia da tia Eunice e do seu esposo,  Antônio, que por sinal, foram muito amistosos conosco.


Não consegui dialogar com a minha avó, pois a idade e os problemas de saúde não permitiram a conversa. Mas pude notar o seu olhar e percebi a atenção dela enquanto eu falava. O seu rosto está em minha memória e procurarei guarda-lo para sempre. Mesmo que eu não tenha convivido com ela, a mesma era a minha vó.
Nesse momento, deixo minhas condolências a todos os familiares. Ou seja: meus parentes! Infelizmente, não poderei ir ao sepultamento, pois estou distante. Até gostaria muito, por ser uma grande oportunidade de conhecer mais gente que nunca vi.
Que Deus abençoe a todos! O meu anseio é que todos possam conhecer a Pessoa de Cristo, para que muito em breve, quando Ele voltar, todos possam desfrutar das bênçãos do por vir. Quero dizer que o pecado é o grande vilão causador da morte. Se não existisse esse mau, não existiria doença, confusão, terrorismo e a morte. Ele separa as pessoas de nós. 
Mas louvado seja a Deus por Jesus dizer: “Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” João 11:25. Que Deus conforte a família Lameu nesse momento de dor!

terça-feira, agosto 15, 2017

Pleura protetora






Por Célio Barcellos

De acordo com o site (www.infoescola.com), a pleura é uma membrana que envolve o pulmão e é constituída por dois folhetos, o pariental e o visceral. Ambos contém fibras colágenas e elásticas. O objetivo é para evitar atritos e permitir o deslizamento suave dos dois folhetos durante a respiração.
A ideia desse texto, surgiu na manha dessa terça feira (15/08), por ocasião da pregação do Pr. Jeú, na igreja Central de Vitória/ES. Diga-se de passagem, a semana está uma benção e percebe-se a presença de muitos irmãos, tanto na madrugada (5:30) quanto na programação da noite (19:30).


Durante a sua ministração, o pastor Jeú, abordou o texto de Mateus 26:40, quando no Getsemani, Jesus travava uma verdadeira batalha com o diabo, enquanto os discípulos dormiam. "Em uma guerra não se pode dormir. Quando a guerra se faz intensa é hora de lutar e não de dormir” disse o distinto pastor.
Numa ilustração da mensagem, para captar a ideia do poder da oração, foi mostrado um video de dois apicultores no Uruguai que haviam colocado 30 caixas para capturar abelhas. Porém, um invejoso, resolveu colocar 60 caixas misturadas com as 30 já existentes. Como cristãos, aqueles dois homens, pai e filho, se utilizaram de um recurso técnico - A oração.
E para surpresa de ambos, as 30 caixas estavam abarrotadas de abelhas, enquanto que a dos invejosos estavam totalmente vazias. Em outras palavras amigos: Não mexa com quem possui a “Pleura de Deus”!
Muita gente utiliza o termo “pleura” como gíria popular em sentido negativo ou pejorativo. Mas, a despeito da real função dessa membrana que reveste a região intra-torácica do ser humano, é mostrado que sem ela, o ser humano poderá ter sérios problemas na respiração que acarretará muitos prejuízos.
Para os servos de Deus, a função da pleura nas atividades pulmonares, mostra que os mesmos necessitam buscar ativamente a proteção do Altíssimo em tudo o que fizerem. Como bem disse o pregador nessa manhã: “É preciso comunhão formal e informal diariamente”. A comunhão formal é aquela que envolve o estudo da Bíblia, o estudo da Licão e etc… a informal, é o passar o dia em oração com Deus.


Para os infiéis e invejosos que intentam prejudicar a vida de um homem ou mulher de Deus, o conselho que dou é o seguinte: sai fora! Não mexa com quem é de Deus. Não "bula" em quem tem a pleura protetora do Espírito.
A Bíblia está recheada de gente que se deu mau. Gente como Hamã que intentou contra a vida de um Mordecai protegido pela Pleura de Deus (Ester capítulos 3-7). Gente como aquele grupo de invejosos que intentaram contra Daniel e foram dilacerados pelos leões (Dn6:24). O conselho que a Bíblia está dando aos que intentam o mal contra alguém que possua a Pleura de Deus é o seguinte: sai fora!

Portanto amigo (a)! Você que é um (a) servo (a) em Jesus Cristo, procure estar revestido pela Pleura de Deus. Os quem estiverem nessa condição, o Espírito Santo não permitirá que os atritos dos desmembranados atinjam suas vidas. E aos desmembranados da pleura, o conselho bíblico é seguinte: sai fora! Não “bula"com um homem ou mulher de Deus, pois ambos estão numa freqüência que não aceita interferência.

sexta-feira, agosto 11, 2017

21 anos dedicados a Deus


Por Célio Barcellos


A partir do pôr do sol dessa sexta-feira 11/08, os cultos na casa de Jean Carlos Zukowski e Iraceli Cristiane Hübner Zukowski não serão mais os mesmos. No entanto, mesmo em face do imenso vazio deixado pela perda do bem mais precioso que possuíam - Karoline Hübner Zukowski, a fé e esperança no breve retorno do Senhor permanecerão. 
Apesar da tristeza ter tomado conta da família Unasp, notei no casal Zukowski, serenidade, sorriso e confiança. Particularmente, fiz questão de comparecer à cerimônia fúnebre. Não tenho relacionamento próximo à família, mas tive a oportunidade de ter o pastor Jean Zukowski como professor no Mestrado. E em nome da IX Turma, fiz questão de abraçá-lo.


Ninguém é de ferro. No fundo daqueles corações, havia um vazio. Afinal, como bem disse os amigos: A Karol “era a bonequinha de pano”. E que pais tão dedicados não sentiriam a perda da sua bonequinha? 
Aquela jovem de apenas 21 anos, fará muita falta aos seus pais. Ou melhor, já está fazendo. Mas em nenhum momento os mesmos criticaram ou culparam a Deus. Pelo contrário, o tempo todo, foram gratos pelo milagre da vida e a oportunidade de terem cuidado da Karol. Uma menina que só encheu de alegria e orgulho o lar dos Zukowski.
Mesmo com as desvantagens em função da doença que a acompanhava desde os 6 anos de idade, essa jovem realizava o que pessoas normais faziam. Aprendeu piano e violino, teve aulas de canto, desempenhava funções no Clube de Desbravadores, foi missionária "além mar" e simultaneamente cursava duas faculdades. 


Eu não tinha amizades com a Karol. Porém, numa única vez, num Shopping em Campinas, a encontrei juntamente com os seus pais. Ali, por alguns instantes, pude trocar umas conversas com aquela família de dedicados obreiros do Senhor, que naquele ambiente, aproveitava um momento de lazer.
Portanto, apesar dessa perda irreparável e desse momento triste, a vida continua. Tanto para o casal Zukowski bem como para quem conviveu próximo dessa família sentirá muita saudade da jovem Karol. No entanto, é preciso prosseguir, mesmo com o coração partido. 


Força família Zukowski! Afinal, a “coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”(2Tm4:8). Essa era a certeza da Karol.
Maranatha! 

terça-feira, agosto 08, 2017

Enquanto existir vida, haverá reencontros


Por Célio Barcellos

       Na segunda, (06/08) ao desembarcar no aeroporto de Campinas e em seguida me dirigir à rodoviária, eu fui surpreendido por uma voz chamando: “Olá Célio!” Parei, e pensei: quem me conhece nessa imensa Campinas? Olhei para aquele jovem de boné, barba e que portava um óculos de grau, bem antenado. Por um instante, a minha mente fez uma busca nos arquivos de memória. Quão impressionante é a capacidade de nosso cérebro localizar milhões de informações. 


Após a breve pausa, olhei e disse: Isaias? Cara, quanto tempo! Era o jovem Isaias Pereira, que não o via há 16 anos. Os 40 minutos da espera do ônibus foram muito bem aproveitados com a companhia desse jovem. Aproveitamos e relembramos algumas coisas da Campanha de Colportagem na cidade de Jaraguá do Sul-SC. (Colportagem é um método em que os estudantes utilizam para custear os estudos através da promoção de boa literatura).
Foto: Well Pires - Momento da equipe Orion na IASD Jaraguá do Sul/SC

Lembramos de algumas pessoas, tais como: Vinicius Armeli, Rodrigo Bertotti, André Oliveira, Well Pires e tantos outros. O momento foi tão oportuno que mostrei para ele, algumas fotos que eu havia conseguido no dia anterior, com o amigo Well Pires, que é pastor e no momento reside nos Estados Unidos, em função de força maior.
Foto:Well Pires - Passeio em Curupá/SC

Como é bom ter momentos para recordar! A música “Ser Amigo"do quarteto Athus, tem uma parte bem propícia para esse momento: “… São momentos que passamos//Lado a lado no viver//São momentos que não voltam nunca mais…" 
Foto: Well Pires - Cachoeiras de Curupá/SC - São 10 cachoeiras sequenciais. Sendo que as duas últimas, Surpresa e Salto Grande, possuem entre 100 e 110 metros de queda.

Os momentos podem não mais voltar, mas são impossíveis de serem apagados. Quando eu cheguei em Limeira para rever minha família, (o motivo de estar em Limeira é em função de tratamento), a Salomé lembrou de que o Well Pires já se mostrava descolado e atual. Usava tênis colorido e era sempre alegre. Particularmente,  lembro-me que ele gostava de um par de tênis vermelho. 
Ela também se recordou de que o Isaias, toda vez que chegava na campanha, se ajoelhava na sala, sem se importar com quem estava presente e orava ao Senhor. Ele possuía uma excelente capacidade de expressão, ótimo orador e leitor voraz. Até lembro-me que ao ele estudar semanalmente a lição, a lia toda no sábado à tarde, primariamente em voz alta e depois estudava as partes diárias.

Foto: Well Pires - 

Naquele ano de 2001, tivemos a oportunidade de conhecer novas pessoas. Salomé e eu, colportávamos na equipe Maranata e resolvemos migrar para a equipe Órion, sob a liderança do Lúcio e Shirlene Crossara. E ali tivemos a oportunidade de conhecer, muita gente, incluindo uma boa quantidade de mineiros. Dentre esses mineiros, estavam: Dirceu, Leca, Leco, Karine, Josiane, Geovana, Priscila  (apelidada de bola de neve) e tantos outros.
Sei que não foi possível mencionar a todos, no entanto, o mais importante é cada um estar na memória, ou como bem disse Milton Nascimento: “Amigo é coisa pra se guardar//Debaixo de sete chaves//, Dentro do coração…”. E quantos amigos fizemos em nossa passagem pelo Sul do Brasil!

Foto:Well Pires - Essa figura nos enganou. Preocupados com possível fratura, carregamos até em baixo, porém ao chegar saiu andando. 

Os três anos em que minha esposa e eu passamos no Sul, foram divididos da seguinte forma: Todo o ano de 1999, colportamos na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, e os anos  2000 e 2001, no estado de Santa Catarina. Pudemos fazer amigos e guardar muita coisa na memória e no coração. Os reencontros que ocorrem,  ou os contatos mesmo que distantes, mostram a imensa gratidão que devemos ter todos os dias. 

Foto: Well Pires - Sou grato ao amigo Well por me entregar a foto após 16 anos.

Sou grato a Deus por esse período. Confesso que não foi nada fácil. Em função de uma dívida altíssima, contraída para ajudar pessoas, precisei interromper os estudos teológicos no ano de 99 no Unasp. Louvado seja a Deus que junto com a Salomé conseguimos quitar todos os nossos compromissos. E após 8 anos daquele inicio no Unasp, pelo poder de Deus concluímos no (SALT IAENE) em 2007 o nosso tão esperado sonho.
É isso ai! Enquanto existir vida, haverá oportunidade de reencontro. Alguns que conheci solteiros, atualmente já possuem famílias estabelecidas, como é o caso do Isaias, Well e tantos outros. Particularmente, há dezesseis anos, eu já era casado, pois nesse ano de 2017, Salomé e eu, estamos completando 20 anos de casamento. E temos um lindo casal de filhos.


Portanto, se porventura esse texto chegar até você que fez parte dessa história, fica o meu sincero abraço e de toda a minha família. Espero que você tenha alcançado os seus objetivos. Porém,  se não aconteceu como você gostaria, lembre-se que o Céu é o limite e desse propósito você não pode ficar de fora. Afinal, lá é a certeza de reencontros em que os amigos jamais se distanciarão.
Maranatha! Logo, passaremos por Orion. Um abraço amigos!

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