tempo de oportunidades

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quinta-feira, janeiro 11, 2018

Cuide das pessoas



Por Célio Barcellos

O primeiro fim de semana de janeiro de 2018, decidimos passar em São Gabriel da Palha. Na realidade, estamos de mudança dessa pequena cidade, mas ainda não nos desgarramos dela. Tivemos a oportunidade de trabalhar todo o ano de 2017 atendendo ao Distrito pastoral do Jardim da Infância. Em nossa memória, ficará o carinho e atenção de irmãos comprometidos com a obra de Deus. Lugares como Jd. da Infância, Jd. Vitória, Sta Helena, São Roque, Fartura e Farturinha, farão parte da nossa história.
Normalmente, desfrutamos todo o período de férias entre Itaúnas e Conceição da Barra. no entanto, escolhemos ficar uns dias em nossa antiga cidade. Aproveitamos para passearmos em família à noite, tomarmos sorvete e revermos algumas pessoas sem o compromisso obrigatório de tais visitas. 
Sem contar que, meu filho e eu, na quinta-feira (04) pedalamos 10 Km nas estradas de terra do município. Para enriquecer as nossas pedaladas, eis que no domingo (07), percorremos 34 Km, na companhia e incentivo do pastor Evandro Fávero, presidente da União Paraguaia. Confesso que sofremos bastante, pois não estávamos acostumados. Diferente do pastor Fávero, que já possui muitas léguas sobre a magrela.


Por intermédio do pastor Adenilton Silva (Distrital em São Gabriel da Palha), pudemos reencontrar o pastor Fávero e sua família. Há pelo menos uns 17 anos, tivemos a oportunidade de ficar por uma semana em sua residência. À época, Salomé e eu colportávamos no Sul do Brasil.  E o pastor Fávero era aspirante na cidade de Araranguá,SC. Foi no período em que ficamos por três anos na região sul, em função da necessidade que tivemos de dar a pausa no teológico, iniciado no Unasp em 1999.
Lembro-me muito bem quando ele foi num antigo Passat, nos buscar na rodoviária.  Na realidade não nos conhecíamos. Fomos na certeza de que um amigo, por nome Cristiano Santos e da mesma turma do Fávero, estaria também lá, pois formávamos dupla naquele período de férias. 
Salomé e eu, ficamos um pouco sem jeito, pois não tínhamos amizades com o casal. Mas as coisas foram se ajeitando. Com o tempo, nos diálogos, descobrimos que a Marli também era capixaba, (ela é natural de São Gabriel da Palha) e as coisas ficaram mais fáceis.
Nesse passeio ciclístico, tivemos a oportunidade de conversar sobre várias coisas. inclusive sobre o ministério. Percebi no pastor Fávero, alguém comprometido com a igreja e especialmente com a oração intercessora. Sua filhinha Thayse, é um milagre vivo das orações de milhares de irmão ao redor do mundo. Ele compartilhou alguns milagres que Deus tem operado no Paraguai e alguns projetos, especialmente no que se refere a oração. 

Thayse e Krícis. Clique na palavra milagre em destaque e assista ao vídeo.

Depois de contemplarmos os Três Pontões (3 montanhas juntas), retornamos para a propriedade do seu sogro, irmão Armando, onde a irmã Celi, já nos aguardava para o almoço. Após almoçarmos, fomos andar entre a floresta e nos depararmos com o imenso Jequitibá. O irmão Misael Bory, Kairos, pastor Fávero e o seu cunhado, mediram a circunferência dessa gigante de mais de 20 metros e segundo informações, com cerca de 800 anos. Cinco metros de circunferência.

Pois bem, a lição que tirei dessa interação foi a seguinte: Procure amar a Deus, amar a família e amar as pessoas. Esteja sempre disposto a fazer o bem. Os anos podem passar, porém a vida se encarrega de promover reencontros; Não importa a função que desempenhe, seja atencioso com as pessoas, se possível até pedalar com elas e ajudá-las a ir mais longe. 

Lembre-se sempre de uma coisas: Tudo passa! inclusive a nossa vida. Olhando para as montanhas e para as árvores, percebemos que não valemos muita coisa sem Deus. Uma única árvore, dá uma lavada de longevidade para nós. E com um detalhe: Ainda que cortada, ela nos serve de ponte. E nós? Para que servimos depois de mortos?


domingo, dezembro 31, 2017

O novo ano passará, mas a eternidade não terá fim.





Por Célio Barcellos

Todos os anos, na noite de 31 de dezembro para 01 de janeiro, quando o badalo soa meia-noite, lugares como Copacabana, Paris, Salvador, Itaúnas/Conceição da Barra e tantos outros desse planeta, têm os céus iluminados com  fogos de artifícios, promovendo um verdadeiro show de luzes. É algo realmente apoteótico, pois por alguns minutos hipnotizam olhares que anestesiados pelo brilho, permanecem intactos em direção ao céu.

Sem dúvidas, os festins riscando o alto, formam um espetáculo maravilhoso. Milhões de pessoas ao redor do mundo fazem promessas e juras de mudanças. Muitas, inclusive, dedicam oferendas para buscar favor e proteção dos deuses e suas entidades. É como se de uma hora para outra, um exército vestido de branco, promovesse a paz que muita gente anseia.

Outros estarão em igrejas, acampamentos ou em ambientes familiares para juntos receberem o novo ano. Para alguns, tais como os guardadores do sábado, o ano inicia-se mais cedo. Particularmente, creio no princípio do dia iniciar e terminar ao pôr do sol, como menciona o relato bíblico (Gn1:5,8,13,19,23,31). Em família, decidimos receber o novo ano em Itaúnas, na casa de minha mãe.  Foi um simples momento de agradecimento, mas regrado a feijão, arroz, peixe frito e suco de uva. 


É claro que essa atitude não nos tornam melhores ou piores em relação aos demais que escolheram ou escolherão outra forma de dar adeus ao "ano velho”e aguardar com expectativa o ano vindouro. Até porque, cada ser humano nasceu livre para fazer as suas escolhas. Por falar em escolhas, que as nocivas realizadas, tenham verdadeiramente ficado no passado e que a oportunidade de GRAÇA e MISERICÓRDIA seja aproveitada por cada cidadão da Terra nos próximos 365 dias.

No entanto, dentre as muitas escolhas, algumas optam em causar tremendos prejuízos. Infelizmente, no entusiasmo e na adrenalina do momento, um número considerável de jovens e adultos se entupirá de bebidas e substâncias nocivas que poderão causar danos irreparáveis a si próprios e a terceiros que não tem nada a ver com suas escolhas e irresponsabilidades. 

Quem dera que num momento de virada de ano, pudesse de fato causar uma transformação na vida do ser humano. Que as pessoas se tornassem de fato humanas; que ao invés de um egoísmo exacerbado, em que o mais importante é a felicidade única e que se exploda o resto, todos pudessem ser mais altruístas e solidários. 

Que o ser humano pudesse exercer mais a filantropia e solidariedade; que ao invés de uma garrafa de champanhe no valor de 10 mil reais somente para o prazer e o impressionar, pudessem os homens detentores de recursos, compartilhar das bençãos que Deus proporcionou e ajudar a outros. Quem sabe neste momento, o leitor deste texto, possa tomar a iniciativa de ajudar alunos carentes a realizarem sonhos de uma vida melhor?! Se desejar, pode escolher outra, pois há diversas para serem realizadas.

Quantas pessoas passarão a virada sem o mínimo de subsistência? Quantas gostariam pelo menos de sentar à mesa e em família poder comer um feijão, arroz e peixes fritos? Ou quem sabe uma mesa farta com direito a peru ou carneiro bem assados? Imagino que o ano não será feliz para todos. Principalmente por saber que, além dessas coisas, ainda tem a doença e a morte para atormentarem a vida humana.

Portanto, convido você a comemorarmos juntos o despertar de um novo ano. Porém, sem contudo nos esquecermos de que nem tudo se resume a fogos e luzes. Em meio ao brilho, também há escuridão e temor. No entanto, olhe para além dos fogos, pois a luz que surgirá, trará consigo não um novo ano, mas um projeto de eternidade. Pense nisso! (leia Jo 3:16; Ap 21:1-4; ITs 4:13-18).

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Saudade x ESPERANÇA



Por Célio Barcellos

Saudade é uma palavra que não deveria existir. Especialmente quando se refere a entes queridos que já se foram. Não é nada fácil de uma hora para outra, perceber que não mais será possível conviver com pessoas que tanto amamos. Quantas lágrimas diariamente são derramadas em função da saudade? E quanta saudade!
Particularmente, tenho muitas saudades dos meus avós, João Pequeno e Valdimira, lá na minha pequena Itaúnas. Já se passaram 20 anos desde a morte desse casal que fez muito por mim. Em 1997, ambos tinham 86 anos quando faleceram. Primeiro, foi o meu vovô e em seguida, um mês após o seu falecimento, minha vovozinha. 
Vi a morte de ambos. Eles se encontravam na casa da tia Sebastiana, em Conceição da Barra. Lembro-me muito bem do último suspiro do meu avô. Até do exato momento em que a tia Sebastiana exclamou: “papai! se tem de perdoar alguém, perdoa e descansa em paz.” Naquele momento em que todos nós estávamos aflitos, percebemos o nosso velhinho, inerte deixar de existir.
Naquele período, a minha vozinha já estava esquecida, com uma certa demência. Não tínhamos conhecimento do que se tratava, mas imagino que possivelmente ela estava com Alzheimer. Ela não se lembrava do vovô, mas dizia que um homem estava no caixão. 
Um mês depois do ocorrido, eu estava na cidade de Pedro Canário vendendo livros, quando recebi a notícia do falecimento da vovó. Retornei às pressas para Conceição da Barra. Lembro-me que do “trevo" da BR 101, fui de carona com o Carlos Küster e Rita Guanandy, onde, naquele momento chorei por minha vovozinha.
Cheguei na cidade e fui direto para o hospital e lá estava ela, rodeada de filhos e netos, incluindo a sua nora Ivanete Rocha. Ao me aproximar, fui até o seu ouvido e falei umas palavras bem baixinho dizendo da importância dela para mim e falei para que reafirmasse o seu compromisso com Jesus. Percebi quando a sua mão discorreu em meu rosto e dali não mais tivemos resposta dela, até o momento da sua morte. 
Os meus avós criaram outros netos. Porém, o fato de ter sido eu o último, havia uma grande ligação. No entanto, apesar disso, eles não aliviavam na correção, em especial a vovó que no momento da raiva, por tamanha malcriação de minha parte, além de me bater, chamava-me de “arcádio”. Esse nome me assustava, mas procurei informação e descobri que vem de Arcádia ( região da antiga Grécia)  e  associação a antiga academia literária onde florescia a poesia. Ufa!! Que alívio!


É isso! Cada um de nós tem saudades. Até você que porventura estiver lendo este texto, pode estar sofrendo desse sentimento. Quando por exemplo leio, “Meus Oito Anos” de Casimiro de Abreu, tenho muita saudade da "aurora de minha vida, da minha infância querida dos anos que não voltam mais…”
Tenho muitas saudades dos meus queridos avós! Se no momento a morte que os separam de mim e de meus familiares, nos causam tristeza, quero dizer que, não existe somente a “saudade”, mas também a “ESPERANÇA”. E de acordo com a Palavra de Deus, a promessa é que haverá reencontros, onde as lágrimas e tristezas não mais existirão e sim o viver para todo o sempre (Ap 21:1-4). 
Portanto, não se entristeça com a saudade, mas se alegre com a ESPERANÇA. Volte logo Jesus! 
 

terça-feira, dezembro 05, 2017

O coveiro que se foi


Por Célio Barcellos

Na manhã de terça-feira, (05/12/17), tombou à sepultura o grande amigo Juca, o Jucão. Ele que por anos foi o coveiro responsável do cemitério da Vila de Itaúnas, teve o seu corpo enterrado no mesmo local onde praticamente trabalhou a vida inteira. Infelizmente não chegou a desfrutar devidamente da merecida aposentadoria. 
Juca era filho do sr. Osmar e dona Dorota. Um cara pacato, gente boa, que nos momentos de folga estava deitado em sua rede, na varanda da casa. Ele gostava muito das brincadeiras do Ticumbí, atração folclórica que ocorre todos os anos por ocasião da festa de São Benedito.
Quando criança nas ruas da minha pequena Vila, eu via o Juca cuidando do nosso lugar. À época, de posse de uma estrovenga, ele trabalhava podando a grama e retirando as ervas daninhas das ruas de Itaúnas. Tempo depois, passou a desempenhar a função de coveiro.
Nas minhas lembranças, está o Juca, dona Zulmira (ex-esposa) e os dois filhos - Kaká e Nina. Sem entrar em muitos detalhes, uma vez que a separação ocorreu há muito tempo, o fato é que, o trato do Juca com os filhos era impressionante. Os recursos naturais que a Vila oferecia, rio, dunas e mar, eram muito bem aproveitados por ambos.


Toda vez que vou a Itaúnas, procuro visitar as pessoas. Dentre as muitas visitas, sempre dava uma passada na casa do Juca. Infelizmente, no próximo verão, já não verei mais o meu amigo. Também não verei outros, tais como: Bernabeth Maia, Zé Lage, Graciolino e tantos outros que já partiram.
Para finalizar, toda vez que eu o via, eu dizia: fala Tekão! Essa fala, se refere a um incidente que ocorreu em minha rua - na Maria Ortiz Barcellos. Foi o seguinte: Próximo à casa do sr. Lourenço e dona Leozina, nas imediações do Zé da Barraca, por volta das 20:00, eis que o chão começa a tremer. Eu estava bem perto. Era como uma tropa de cavalos em disparada. 
Naquele momento, aqueles marmanjos saíram no “tapa”. Que eu me lembro, estavam: Gaúcho e Teko filhos do sr. Didi e dona Rosa; um parente do Zé da Barraca, à época casado com Claudia, irmã da Angela (ex- de Carlinho Cabeção), Juca e mais um punhado. Rapaz! Foi tanta pancadaria que me assustei. Lembro quando o Juca mandou uma canhota de mão aberta na cara do Têko. Mas um tapa caprichado! Ao final daquela bagunça, eis que o Juca diz: Valeu Tekão! Daí essa frase e as gargalhadas do Juca.
É isso ai! Como bem disse Milton Nascimento: “Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração”. Valeu Jucão!

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