tempo de oportunidades

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quinta-feira, dezembro 01, 2016

Uma partida de futebol que não aconteceu


Por Célio Barcellos
A banda mineira “Skank” liderada por Samuel Rosa, tem em uma de suas músicas o título “Uma Partida de Futebol”. Na letra, onde é cantado todo o enredo de uma partida, há uma pergunta: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Certamente, você que nesse momento, lê esse singelo texto, em algum momento da sua infância ou adolescência, deve ter vislumbrado com a possibilidade de um dia defender o time do coração ou um grande clube de futebol.

Uma partida de futebol! Um avião que partiu e não retornou! Ou melhor, não chegou, se partiu...

Na madrugada de segunda para terça feira (29/11), o avião de uma empresa boliviana que conduzia a vibrante equipe da Chapecoense, para a tão sonhada final com o Atlético Nacional da Colômbia, caiu nos “Andes” colombianos, ceifando a vida de 71 pessoas. A tragédia só não foi total, pois 6 pessoas sobrevieram.

Apesar de todo esse desastre, impossível de ser reparado, o que se pôde ver de um canto a outro do planeta, foram atitudes de compaixão e solidariedade a essa tragédia. Num mundo cheio de violência, seja no real ou virtual, o que se pode notar, foi uma “Rede Social”, e pessoas realmente se comportando para o bem. Gente que  usava seu perfil para as condolências e propostas de ajuda.

 
Particularmente, um momento que me marcou bastante, foi quando o time colombiano sugeriu e declarou a Chapecoense como a campeã do torneio. Confesso que meus olhos lacrimejaram, por tamanho altruísmo. Mesmo em meio a um planeta repleto de materialismo e maldades, atitudes como essa, enobrecem o ser humano.

E um "bem" desencadeia  a outro. Foi notória, a disposição de clubes brasileiros e do exterior em ajudar a Chapecoense. Tanto em recursos financeiros, empréstimos de jogadores e até uma proposta para que a equipe permaneça na Série A do Campeonato Brasileiro pelos próximos 3 anos, independente do resultado.

Que essa tragédia sirva de incentivo para cada um de nós “fazer o bem sem olhar a quem”. Não temos o poder de interferir no tempo e impedirmos as tragédias, mas uma coisa nós podemos: Sermos melhores hoje do que nós éramos ontem.
Chorei muito!

#ForçaChape // #ForçaFamíliasEnlutadas // #ForçaBrasil // #ForçaMundo

quinta-feira, outubro 27, 2016

Morte, inimiga cruel!

commons.wikimedia.org

Por Célio Barcellos

Recentemente, a comunidade barrense perdeu pessoas conhecidas. É claro que dentre essas, também estão as que não conhecemos. Mas, o fato é que por mais real que seja a morte ela nunca será bem vinda, pois fomos projetados para viver.

Como um "barrense ausente" me comovo e me solidarizo com esses momentos. Pessoas como Joel Evaristo Lopes, Betinho Fonseca, Edilena Barcelos e tantos outros conhecidos ou poucos conhecidos, (como Maria Almeida, uma barrense de 86 anos, que tive o prazer de pastorear na região da Grande Vitória. Ela tinha a Barra no coração. Queria inclusive ser enterrada em sua terra natal, mas não foi possível).

"Nessa longa estrada da vida", de acordo com Milionário e José Rico, "vou correndo e não posso parar"....

Infelizmente, o tempo é cruel com o ser humano e o obriga a parar. Ou pior, interrompe a caminhada. O mais cruel é saber que alguém poderia caminhar mais longe, mas na plena idade produtiva, não pode mais prosseguir.

Que Deus conforte a cada coração partido por causa desse infortúnio chamado morte. Há coisas que não compreendemos e nem vamos compreender. Por isso, é importante seguirmos na caminhada ajudando-nos uns aos outros, para que o percurso se torne o mais agradável possível, apesar das muitas pausas pelo caminho.
Que Deus abençoe a vida de cada barrense!
Especialmente, a do parente Ezequiel Barcelos.

Célio Barcellos/pastor

segunda-feira, outubro 17, 2016

O desapontamento na perspectiva de Gabriel



 Por Célio Barcellos

Era manhã de 22 de outubro de 1844 quando um grupo esperançoso de pessoas aguardava ansioso a tão esperada Vinda de Jesus. Após longa espera, o relógio soou meia-noite e Jesus não viera. Dava para perceber os semblantes descaídos e em polvorosa decepção. Eles se entreolhavam pasmos, imaginando ser aquele momento a última coisa que pudesse acontecer. Não existia a possibilidade de dar errado! Os cálculos do Sr. Miller apontavam para esse momento. O que de fato havia falhado? Indagavam todos.

Para uma resposta mais precisa, é necessário viajar no tempo até o (VI Século a.C.). Mais precisamente “no ano terceiro do reinado de Belsazar”, por volta de 548 quando presenciei como anjo do Senhor a aflição do profeta Daniel acerca desse acontecimento (Dn 8:17).  Para aqueles que não estão familiarizados com a literatura profética, o que Deus revelou ao profeta Daniel, foi algo tão extraordinário, que, Ele fez questão de transmitir ao profeta da maneira mais pedagógica possível, pois foram utilizados projeções de alto nível.

Desde o capítulo 2, com o sonho de Nabucodonosor, Deus, já estava revelando a Daniel um escopo de tudo àquilo que se passaria nos séculos seguintes até a instauração definitiva de Seu reino. Coube a Daniel, o jovem cativo, que nunca mais retornou ao seu país, receber de Deus a revelação dos eventos que se sucederiam a partir da Babilônia. Os capítulos 2 e 7 formam a mesma sequência de acontecimentos. Enquanto no capítulo 2, Deus incomoda Nabudonosor, mas revela o sonho a Daniel, no capítulo 7, Deus revela a Daniel, não mais em forma de metais, porém, em formato de animais totalmente exóticos.

No entanto, o capítulo 8, requer uma atenção especial, não que os outros não mereçam essa atenção, mas aqui, os animais são nitidamente identificados. O carneiro simboliza diretamente “os reis da Média e da Pérsia (8:20) e o bode é “o rei da Grécia”. São tão precisos, que os quatro chifres que se quebram do “bode” formam “quatro reinos” (v.22). Uma ênfase na divisão do império grego, por ocasião da morte de Alexandre.

Nesse capítulo, notei Daniel muito assustado. A visão do bode e do carneiro (8) o fez conectar com a visão do capítulo anterior, quando ele percebeu a presunção da ponta pequena (7:25) em usurpar o trono do Altíssimo, perseguir os santos do Altíssimo e mudar a Sua santa Lei. Daniel percebeu que a cena do juízo (Dn7) estava vinculada com a purificação do santuário (Dn8). Deus foi muito sábio em transmitir as informações a Daniel. Ele utilizou recursos audiovisuais de “primeira linha”, superando qualquer equipamento que possa existir, pois transportou o profeta para uma dimensão tão real que nitidamente ficou gravada em sua memória.

Mas uma coisa me chamou muito a atenção quando na última cena (vv. 13,14) dois seres celestiais conversavam acerca da visão. Ao final da visão, percebi Daniel, pálido, sem forças e sem compreender direito tudo aquilo. Foi nesse momento em que recebi a ordem para explicar para aquele servo fiel, o significado de tudo aquilo (v.16).

Como um bom judeu, Daniel sabia da importância do dia da expiação para a purificação e juízo, mas ele jamais podia imaginar que seria para tempos tão distantes. Ficou surpreso, mas confiante com o ser que falava com ele. Ao me aproximar e relatar a profecia das 70 semanas (9:24-27), percebi que entendeu que haveria um juízo para Israel como nação, mas que um juízo universal nos moldes do santuário aconteceria em tempos mui distantes. Ficou nítido para ele, que qualquer associação da profecia das 2300 tardes e manhãs anterior ou posterior ao tempo do fim, seria imprecisa.

Após receber do Céu, repetições e ampliações de todos os sonhos e visões, Daniel percebeu que no tempo do fim, aconteceriam coisas muito difíceis de suportar. Mas logo viu que Miguel estaria sempre próximo de Seu povo. Os elementos temporais revelados a esse grande profeta, lhe causaram muita perturbação, mas ele encerrou o seu livro, na certeza de que muitos o esquadrinhariam e o conhecimento profético se multiplicaria (12:4).

Na condição de testemunha ocular dos fatos, vi quando Deus, através de Jesus Cristo, seis séculos após falar com Daniel, faz cumprir as 70 semanas e escolhe outro profeta chamado João, para clarificar tudo o que foi relatado no livro de Daniel. Interessante, que o elemento temporal contido em (Dn 7:25 e 12:7), reaparece nos escritos de João, na forma de tempo, dias e meses (Ap. 11:3; 12:6,14 e 13:5). Também vi que ao longo da história do pecado, Deus utilizou recursos pedagógicos para clarificar as Suas verdades. Para a compreensão desses elementos temporais, será preciso que o Seu povo extraia da própria Bíblia os meios para o significado, o que pode ser conferido em (Ez 4:6) e Nm (14:34).

E foi isso que vi ao longo dos séculos quando sinceros cristãos procuravam dar o verdadeiro sentido da profecia bíblica. Até presenciei a contribuição de Cláudio Ptolomeu, que não era judeu e nem cristão, mas, como astrônomo e estudioso, analisou as sequências dos quatro impérios do período neo-babilônico com o princípio (dia/ano).Vi também Joaquim de Fiori no século XII providenciar a base para o método histórico de interpretação. Também observei a grande contribuição do gênio Isaac Newton para o entendimento das profecias.
 

Contudo, o grande ápice de todos os estudiosos, foi sem dúvidas Guilherme Miller. Um fazendeiro de Low Hampton que a princípio aprendeu a reverenciar a Bíblia, mas que por influência de amigos céticos mergulhou em literatura filosófica que logo o fez ceder ao deísmo. Após se alistar e combater contra as tropas de Napoleão, as várias mortes presenciadas por ele, o fez refletir acerca de uma vida futura. Vi quando Miller começou a sua busca pelo Salvador.

A grande contribuição de Miller foi permitir que a Bíblia fosse a sua própria interprete. À semelhança de Lutero, ele se debruçou a estudar. Em posse da “Concordância de Cruden”, não passava para o texto seguinte sem antes compreender o que estava lendo. Foi quando após longos anos de estudo, se deparou com o texto de (Dn 8:14) que o perturbou. Percebi um Miller assustado à semelhança do profeta Daniel. Logo vi que ele estava no caminho certo ao relacionar os 2.300 dias de Daniel 8 com as 70 semanas de Daniel 9, e a sua dedução foi muito oportuna ao ligar o período a aproximadamente 457 a.C.

A emoção de Miller me tocou profundamente. Vi quando ele, em 1831, numa sala de estudos fez um acordo com Deus que se tivesse um convite para pregar, iria relatar o que havia descoberto sobre a vinda do Salvador. Após uma hora desse acordo, eis que o seu sobrinho aparece com um convite do seu cunhado Silas Guilford para pregar em Dresden, Nova Iorque. Dai em diante, os convites não pararam. Mais e mais pessoas queriam ouvir das descobertas de Miller.

Eu vi quando Miller um pouco apreensivo, mas sob pressão dos seguidores admitiu que Cristo pudesse voltar por volta de 1843. Ao invés do calendário romano, Miller se baseou no calendário judaico para defender a sua tese. Muitos dos seus seguidores estavam ansiosos por apontar o dia específico. Com a saúde um tanto debilitada de Miller, seguidores como Josias Litch, Josué Himes, José Bates, Tiago White e tantos outros, se tornaram conferencistas itinerantes para anunciar a bela verdade.

Que lindo movimento! Pessoas confessando pecados, perdoando uns aos outros, não se apegando aos bens, anunciando com muita ênfase o retorno do Senhor. Porém, percebi algo que compartilho com os crentes do século XXI: Não se precipitem em anunciar coisas desconhecidas. O erro dos mileritas foi a precipitação. Percebi que os seguidores de Miller foram mais eufóricos em marcar datas do que ele mesmo. Vi pessoas totalmente sem rumo após 22 de outubro de 1844. Passaram muita vergonha, pois as pessoas, a imprensa, se voltaram contra eles.

Após toda essa decepção, o movimento se esfacelou. O próprio Miller ficou deprimido. Mas, um grupo perseverante resolveu estudar a Bíblia. Pessoas como Ellen Harmon, Tiago White, José Bates, Hiram Edson e tantos outros, resolveram buscar de Deus a resposta. Algo tinha ocorrido naquele dia. Compreenderam que naquela data, havia começado o juízo revelado a Daniel.

Com mais prudência no estudo das Escrituras, aquele grupo de crentes foi cada vez mais tendo a certeza das verdades estudadas. Para que não houvesse dúvidas, o Senhor Deus chamou a jovem Ellen para ser a Sua porta voz. E através do Espírito Santo ela foi dando voz ao movimento que veio a se tornar a Igreja Adventista do Sétimo Dia. A princípio, um pequeno grupo sem nenhuma expressão, mas que com o tempo, atingiu o globo da terra, e continua a anunciar as verdades reveladas, mas que ainda não foram totalmente clarificadas na mente de muitos povos.

A despeito da grande decepção de 1844, você que está lendo esse texto, tenha a certeza de que os mileritas apesar dos erros estavam na direção certa quanto aos cálculos. Erraram quanto ao evento. Muitos desistiram por não suportar tamanha vergonha, mas outros, à semelhança de Daniel, perseveraram até o fim, quando descansaram e “ao fim dos dias”, levantarão para receberem a herança.

Portanto, como anjo do Senhor, eu, Gabriel, enviado do Altíssimo, afirmo tudo isso, pois fui testemunha ocular desses e de tantos outros fatos na história do povo de Deus nessa terra. Creia! Viva! Pregue a mensagem! “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb 10:37). Maranata!!




segunda-feira, outubro 10, 2016

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Volte a ser criança



Por Célio Barcellos


Toda segunda-feira é minha folga. Procuro levar minha família nos parques e praias da nossa querida capital Vitória. Um lugar sempre tranquilo que gostamos de ir é a Praia do Suá. Um local onde as famílias normalmente se achegam, pois além da praia, possui espaço e brinquedos para as crianças.




No entanto, dia desses, resolvi me deslocar até a Vila Rubim, para comprar “bolinhas de gude” e “pião” com o intuito de brincar com o meu garoto. Por conseguinte, a minha esposa (Salomé) comprou um bambolê para brincar com a nossa pequena.

Pois bem! Ao desenhar um triângulo e ensinar meu filho a jogar bolinha e em seguida jogar o pião, percebi que eu estava bastante enferrujado. Porém, mesmo enferrujado, notei que o meu garoto tinha dificuldades em interagir com os brinquedos, pois essa geração é especialista em jogos, porém eletrônicos.
 Temos insistido nas brincadeiras, pois entendemos que as mesmas contribuirão bastante para os nossos filhos. Sem contar, que à medida que brincamos, muitos adultos se achegam para se interagir e matarem a saudade da infância.
 Como não se lembrar da infância?!
Eu mesmo tive uma infância maravilhosa na minha querida Itaúnas! Quando na companhia de amigos, passava o dia perambulando por aquele lindo lugar, onde tínhamos rio, dunas e mar. Oh, maravilha! Que saudades!
Na "bolinha de gude" por exemplo, não tinha para ninguém. O craque, era o “Dei”. Sim, o Valdeir Vasconcelos, filho de Maria Concebida e Manoel de Zico. Ali passávamos bons momentos. Os que se juntavam eram: Toninho da cachorra, Nenê de Catarina, Créu, Piolhinho, Zé da Barra, Verdão, Mazinho e tantos outros (só apelido malcriado rssss).
Como disse Casimiro de Abreu quando escreveu de Portugal, a poesia “Meus Oito Anos”.
“Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!...”
É isso ai amigo! Quem sabe seja o momento de relembrar a infância com os seus pequenos. Ah! Dia 12 de outubro, pode ser uma boa data para o pontapé inicial.





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