tempo de oportunidades

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sexta-feira, janeiro 20, 2017

Um “tour” que valeu a pena


 
Por Célio Barcellos
 
Em pleno verão, durante essas férias, resolvi visitar uma localidade que percorria o meu imaginário infantil. O local chama-se “Córrego Parentes” ou como outrora conhecido, “Comercinho dos Parentes”. “Cresci ouvindo tanto o meu vovô (João Pequeno) quanto minha vovó (Wladimira) contarem muitas histórias de pessoas desse lugar, bem como da “Estiva”, Córrego Grande” e o vasto sertão de Itaúnas”.

Itaúnas para quem não conhece, é uma bucólica Vila no litoral norte capixaba, pertencente ao Município de Conceição da Barra. É um lugar encantador! Possui a exuberância do rio, dunas e mar. Nesse lindo lugar, vivem cerca de 1.500 moradores. As dunas que lá existem, cobrem a antiga Vila, soterrada há 50 anos. Vivi na atual Vila, ouvindo histórias encantadoras.

Como não me lembrar de nomes como: Manoel Velho, Ambrosina, Altino, Eduardo, Luiz Italiano, Chico Piangó, Duca Tora, Antônio Colodiano e tantos outros... Alguns eu tive a oportunidade de conhecer. Nesse “tour”, conheci o Manoel Viana, remanescente daquela geração. Aos 82 anos, com uma “sonda” pendurada na cintura, ainda trabalha na roça.

As pessoas que ainda vivem nesse local e em tantas outras comunidades pertencentes ao Município de Conceição da Barra-ES sofrem com o descaso governamental. Estão isoladas! Parecem que não pertencem ao Município. Sofrem com a falta d’água e tantos outros benefícios que poderiam melhorar a condição delas no campo. Certamente, em outras partes do Brasil, existem situações semelhantes.

Quero dizer que, apesar das dificuldades, foi muito bom ter ido atrás de gente simples que sempre ouvi falar. Fiz questão de levar a minha esposa e os nossos filhos, para verem a dificuldade do homem do campo.

Para concluir o “tour”, o Sr. Manoel Viana, me informou do paradeiro de um tio que eu não o via há 20 anos. Segui as suas coordenadas e finalmente encontrei o único tio avô que ainda tenho vivo, o Sr. Floriano Martins Conceição, irmão de minha falecida vó.

Nessa busca e reencontros, acabei conhecendo netos e bisnetos do meu tio. Foi algo tão especial que deu para perceber um pouco da miscigenação que há em minha família, pois na mistura de negros, brancos, caboclos, saiu muita gente bonita.

 Alguns reclamam de mim por eu procurar parentes e amigos. Confesso que reduzi de ir na casa de alguns, pois percebi que não havia reciprocidade nem ao menos em solicitar o contato telefônico para um bate-papo e saber se estou vivo. Mas ainda assim, não deixo de visita-los mesmo que demore um pouco mais.

Aprendi a fazer isso com os meus avós e parar é um tanto complicado. Não o faço por interesse nenhum a não ser o de estar próximo de um conhecido. Até tenho procurado fazer mais por quem não pode me dar nada em troca, pois fazer somente por quem pode é bajulação e falsidade.
         Após essa visita, confirmou-se o porque de "Comercinho dos Parentes":
         A neta do tio Floriano   foi casada com o filho do Manoel Neves.
         Uma espécie de "fusão" familiar.
         Ah, um detalhe muito importante: nunca saio sem antes deixar uma mensagem de esperança.
         Se você ama a vida, procure amar as pessoas.
         Pois é... Experimente um turismo para encontrar suas origens.
         Que Deus proteja e abençoe cada cidadão dos interiores desse País.

quarta-feira, dezembro 28, 2016

"Ser humano" e não "Ser monstro"




hojerondonia.com

Por Célio Barcellos

Discussões, provocações, embriaguez, drogas e etc... Eis os ingredientes próprios e perigosos para as tragédias. A mais recente delas e com grande repercussão foi a ocorrida na Estação Pedro II, da Linha 3 – Vermelha do Metrô de São Paulo, quando o vendedor ambulante Luis Carlos Ruas, foi espancado até a morte por dois irracionais.
 
De acordo com o noticiário, os dois elementos se estranharam com um travesti morador de rua. O então ambulante tomou as dores ao defender aquele cidadão e acabou levando a pior. Apesar de não sabermos ao certo o que aconteceu, certamente, houve discussão, provocação ou qualquer ato desrespeitoso iniciado por alguém.
 
Dentro de cada ser humano existe um monstro que precisa ser domado. Também há nesse mesmo ser humano, um ser bondoso que se bem alimentado, manifestará valores e comportamentos que tanto a sociedade anseia. No entanto, o fato desse monstro diariamente se alimentar de monstruosidades, a tendência parece ser a da voracidade.
 
Voracidade essa, que aumenta a cada dia. Por mais que se tentem vender o homem como um ser evoluído, (os avanços nas diversas áreas do conhecimento são notórios) as suas monstruosidades revelam uma “involução” que beira a destruição. É assustador o que surge diariamente, e mais assustador o que certamente não é noticiado.
 
Será que de fato queremos uma sociedade possuidora de amor, verdade e justiça? Ou será que brincamos do “faz de conta”? Será que cada um de nós está disposto em abrir mão do que quer em prol do outro? Princípios como moralidade e ética estão descartados? Ou esses princípios são importantes alimentos para ajudar no combate à monstruosidade humana?
 
Se potencializarmos a bondade que há em nós e transformarmos tudo em altruísmo, as notícias serão diferentes. Ao invés de terrorismos e maldades, teremos ações mais humanas. Só que isso exigirá um tremendo sacrifício e desprendimento do “eu”.
 
Então! Nesse mundo violento e propagador de violência, há alguém disposto a abrir mão do “eu” e dar o primeiro passo? Há alguém desejoso de fazer uso da liberdade com responsabilidade? Se começarmos já, ao invés de pontapés e maldades, teremos abraços e fraternidade.





terça-feira, dezembro 27, 2016

Educação no trânsito é mais que necessária


radionacional.com.br

Por Célio Barcellos
 
É cada vez notória a impaciência das pessoas. Impaciência essa, que tem levado a atitudes precipitadas. Há situações sem nenhuma necessidade de chegar ao extremo como as que ocorrem cotidianamente. O mínimo de racionalidade evitaria muitas tragédias diárias se tão somente as pessoas se educassem um pouco mais.
 
Na véspera do Natal (2016), no trânsito de Vitória, por duas vezes sofri a ira desesperada de pessoas que conduziam seus veículos atrás do meu. Depois que fui aos Estados Unidos e vi na prática como os moradores de lá conduzem os seus veículos, tenho procurado me educar ao máximo. Até que não é tão difícil, porém, com condutores impacientes e raivosos, torna-se extremamente perigoso.
 
O que aconteceu comigo foi o seguinte:
 
- Ao conduzir o meu veículo numa importante avenida da capital capixaba, percebi que um pedestre estava tentando atravessar. Parei na faixa da esquerda e outro veículo na da direita. Enquanto o pedestre atravessava, mas ainda estava entre o meu carro e o veículo ao lado, começaram as buzinas e os gritos. Fiquei assustado, mas me mantive parado até o pedestre pisar na calçada.
 
Será que as pessoas não refletem no alto índice de atropelamentos e mortes causados por brigas e acidentes de trânsito? Outro dia na CBN/Vitória, ouvi uma estatista em que diariamente morrem nas estradas e trânsito brasileiros 111 pessoas. É praticamente mais que um avião da “Lamia” caindo diariamente.
 
Todos nós ficamos muito tristes com o ocorrido com a equipe de Chapecó. Mas também deveríamos ficar muito arrasados com as nossas más atitudes; sejam elas no trânsito ou em qualquer ambiente.
 
Quero dizer para você que, mesmo sendo perigoso ter de fazer o que é certo no trânsito, seguirei fazendo, pois sonho em ver motoristas mais civilizados. Espero poder ver, além de respeito ao pedestre e o respeito do pedestre às regras, também ver condutores mais conscientes nas ruas, avenidas, rotatórias e estradas desse imenso Brasil.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Uma partida de futebol que não aconteceu


Por Célio Barcellos
A banda mineira “Skank” liderada por Samuel Rosa, tem em uma de suas músicas o título “Uma Partida de Futebol”. Na letra, onde é cantado todo o enredo de uma partida, há uma pergunta: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Certamente, você que nesse momento, lê esse singelo texto, em algum momento da sua infância ou adolescência, deve ter vislumbrado com a possibilidade de um dia defender o time do coração ou um grande clube de futebol.

Uma partida de futebol! Um avião que partiu e não retornou! Ou melhor, não chegou, se partiu...

Na madrugada de segunda para terça feira (29/11), o avião de uma empresa boliviana que conduzia a vibrante equipe da Chapecoense, para a tão sonhada final com o Atlético Nacional da Colômbia, caiu nos “Andes” colombianos, ceifando a vida de 71 pessoas. A tragédia só não foi total, pois 6 pessoas sobrevieram.

Apesar de todo esse desastre, impossível de ser reparado, o que se pôde ver de um canto a outro do planeta, foram atitudes de compaixão e solidariedade a essa tragédia. Num mundo cheio de violência, seja no real ou virtual, o que se pode notar, foi uma “Rede Social”, e pessoas realmente se comportando para o bem. Gente que  usava seu perfil para as condolências e propostas de ajuda.

 
Particularmente, um momento que me marcou bastante, foi quando o time colombiano sugeriu e declarou a Chapecoense como a campeã do torneio. Confesso que meus olhos lacrimejaram, por tamanho altruísmo. Mesmo em meio a um planeta repleto de materialismo e maldades, atitudes como essa, enobrecem o ser humano.

E um "bem" desencadeia  a outro. Foi notória, a disposição de clubes brasileiros e do exterior em ajudar a Chapecoense. Tanto em recursos financeiros, empréstimos de jogadores e até uma proposta para que a equipe permaneça na Série A do Campeonato Brasileiro pelos próximos 3 anos, independente do resultado.

Que essa tragédia sirva de incentivo para cada um de nós “fazer o bem sem olhar a quem”. Não temos o poder de interferir no tempo e impedirmos as tragédias, mas uma coisa nós podemos: Sermos melhores hoje do que nós éramos ontem.
Chorei muito!

#ForçaChape // #ForçaFamíliasEnlutadas // #ForçaBrasil // #ForçaMundo

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