tempo de oportunidades

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domingo, outubro 15, 2017

Valeu campori!


Por Célio Barcellos

       Dos dias 12-15 de outubro de 2017, um exercito de meninos e meninas, se reuniu às margens da Lagoa Nova em Linhares(ES), para a realização do XXIV Campori da Associação Espírito-Santense (AES). Após um ano de planejamento, muito sacrifício e bastante criatividade angariando os recursos para o evento, enfim, mais de 3 mil desbravadores, liderados por suas diretorias, se reuniram para uma celebração apoteótica.


Desde a autorização para  a montagem dos acampamentos, uma verdadeira maratona foi iniciada afim de que tudo ficasse pronto para a abertura. Nota-se em eventos como esse, total desprendimento de voluntários que deixam seus afazeres e o conforto de suas famílias para proporcionar a esses juvenis, valores e decisões para a vida.

Guerino Zanor, prefeito de Linhares e demais autoridades de Linhares e Rio Bananal.

Não tem como não vibrar e também não se emocionar com pessoas totalmente voluntárias e que ainda tiram de seus bolsos, recursos para que tudo de certo. Apesar do cansaço é notória a alegria de todos os envolvidos. Sejam desbravadores, líderes ou pastores. Apesar da alegria e descontração, todos possuem um objetivo em comum: participar do grande Campori na eternidade.



Como bem mencionou o pastor Hiram Kalbermater, líder geral da (AES), “a cor do lenço que cada desbravador carrega ao pescoço, possui a cor da Nova Jerusalém”. A cor amarela, contém o simbolismo de excelência que cada desbravador deve almejar. Afinal, Apocalipse 21:1-3, possui a descrição de como será o maior Campori do Universo.


Mesmo a inconveniência da falta de água, na quinta-feira, não foi capaz de tirar o brilho de toda a programação que contou com brincadeiras, competições, batismos, encenações que aproximaram a todos com as coisas do Céu. E sem contar com pregações que enfatizavam valores morais e espirituais, bem como a ênfase no retorno de Jesus.

Se para o pastor Paulo Prazeres, organizador geral do evento e seus colaboradores, houve derramamento de lágrimas e até mesmo mal humor por algumas coisas não sairem como o esperado, fica o consolo de que para cada desbravador presente, o mais importante, foram os acertos e não os erros. Na somatória de tudo, ganhou as experiências, amizades e lições para a vida e para eternidade que levarão. Afinal, Campori perfeito, só na Nova Terra.
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Portanto, você que vivenciou esses momentos emocionantes, tenha a certeza de que Deus estará sempre contigo. Permaneça sempre com Ele. Não o troque por nada deste mundo. Procure não somente recitar os ideais do Clube, mas vivencia-los por amor ao Senhor Jesus, afinal, você é um "servo de Deus e amigo de todos".

quarta-feira, outubro 11, 2017

Mundo cruel



Por Célio Barcellos

Oh, mundo cruel!
Cheio de gente repleta de fel.
Felino por dentro, monstruoso por fora
Maltrata pessoas e depois vai embora.

Oh, mundo cruel!
Cheio de terror e assassinatos vorazes.
Que na insanidade do ato toca fogo no mundo
E manda tudo pros'ares

Oh, mundo cruel!
Trata criança como se fosse adulta.
Explora a imagem e se isenta de culpa
Como você é mal! Sagaz! E que deturpa!

Oh, mundo cruel!
Em nome da arte agride pessoas
E de mansinho sai numa boa?

Chega! Vai-se embora. Covarde! Cruel!

A liberdade na arte, não deve ferir a inocência de uma criança.




Por Célio Barcellos

Quando eu era criança, tudo era muito simples, muito belo e sem maldades. Em companhia de amigos, eu passava o dia desfrutando de tudo o que o nosso lugar oferecia: rio, dunas e mar... Era um ambiente mágico! Viver naquela Vila era como se não existisse outro local. Os dias eram infindáveis e as noites tinham mais brilho. 
Eu dormia sem a preocupação do amanhã. 
Na companhia do vovô (João Pequeno) e da vovó (Valdimira), me sentia seguro, pois ambos me passavam segurança. Sem contar, a imprescindível educação. Morávamos numa casa simples, de estuque. Mas que saudade! Não tínhamos TV e nem tecnologias da época. O nosso único veiculo de informação era o velho rádio. Meio pelo qual me fazia sonhar com outros lugares, a não ser a Vila.
Aos sons de grilos, sapos e outros bichos, minha saudosa vovó, inundava a minha mente de estórias. Eu viajava no mundo da fantasia…era tão maravilhoso ouvir aquela velhinha discorrendo as anedotas cheias de encantos… Que saudades! Saudades de um tempo excepcional que se foi e que não volta mais.
O meu vovô, também não me deixava na mão. Contava histórias de seus tempos na antiga Vila e também do sertão. No sertão de Itaúnas, como era conhecido, muita coisa vinha à tona. Lugares como Córrego Grande, Estiva, Comercinho dos Parentes e tantos outros lugares que eu tenho guardados na memória. Que saudades! 
Por um bom tempo, eu dormi na esteira, pois a tia Ortiz, velhinha de 137 anos (pena que o Guines não foi conferir), dormia numa pequena cama. Tudo era simples em nossa casa. Vivíamos à luz de lamparina; bebíamos água das talhas e filtros de barro; o fogão era à lenha e quantos peixes assados e tantas coisas gostosas preparamos ali! Os banhos eram na bacia ou no maravilhoso rio, o Itaúnas.
Se eu tivesse que comparar o meu tempo de criança, com o atual, sem sombras de dúvidas não tem comparação. Apesar de todo o conforto e sofisticação tecnológica atuais, percebo que roubaram a inocência das crianças. Onde já se viu expor crianças, quando, no local caberiam somente adultos? 
Em nome da arte, vituperam a inocência de meninos e meninas; utilizam argumentos de que índios andam nus… cá pra nós! Esse tipo de argumento não é honesto para quem vive em metrópoles. Adão e Eva viviam completamente nus. Porém, não existia a maldade. O ambiente em que moravam era uma verdadeira homeostase. 
Se um corpo nu, tocado por uma criança, expressa tamanho saber como querem os que defendem esse tipo de arte, seria interessante essa arte invadir os presídios e deixar ser tocada por grandalhões que já passaram da fase infantil. Será que a reciprocidade seria a mesma? O discurso continuaria a ser o mesmo?
Infelizmente, há uma tendência em erotizar as crianças. Na minha época de criança, ter acesso a conteúdo pornográfico era mais difícil. Apesar de as Bancas de jornais já naquele tempo, estamparem abertamente literaturas eróticas atiçando a curiosidade e pervertendo os nossos sentidos. 
Particularmente, luto contra imagens que tive acesso na adolescência e que me causaram terríveis danos na mente. Eu jamais gostaria de ter conhecido o sexo, na idade em que surgiu para mim. É muito fácil transmitir perversões para uma criança e quando adulta deixar que ela se exploda em sua guerra e conflito internos. 
Quantos maníacos são frutos de desejos incontroláveis, pervertidos por filmes ou qualquer iniciativa que promova a explosão sexual? Ao invés de achar tudo isso normal, o ideal seria deixar as crianças serem crianças, projetarem em suas mentes ótimos valores e não exposições ao nu e nem incentivos sexuais.

 Louvo a Deus pelo evangelho! Ele é o poder de Deus (Rm1:16). Ele possui a capacidade de renovar a mente de todo aquele que se achega ao Senhor (Rm12:1,2). Além do evangelho, também é preciso se render a um bom profissional que ajude a organizar os pensamentos para evitar possíveis loucuras. Apesar de serem ridicularizados, percebo nos cristãos, a luta contra os monstros internos. Mesmo em suas hipocrisias eles reconhecem fraquezas que os hipócritas sociais não o fazem.

Meus avós nunca precisaram andar pelados dentro de casa, para que eu conhecesse o universo do meu corpo. Mesmo sem os devidos conhecimentos sexuais, eu sempre soube na minha casa, quem era o homem e quem era a mulher. A única vez em que vi os meus avós nus, foi por ocasião em que ambos estavam na bacia, tomando banho. A princípio eu quis caçoar e cheguei a dar gargalhadas, mas me arrependi, pois diante de mim, estavam pessoas que me amavam e me tratavam com muito respeito, e eu jamais deveria zombar deles!
Se tão somente, aplicarmos os princípios da família no cotidiano, o respeito valerá para todos. Às crianças, trataremos como crianças e aos adultos como adultos. Se assim o fizermos, compreenderemos que tudo tem limites, inclusive a arte. 

segunda-feira, outubro 09, 2017

Janaúba: árvore que cura, mas que foi ferida


Por Célio Barcellos

Na manhã de quinta-feira, (5/10/17), a cidade de Janaúba no Norte de Minas Gerais, sofreu um atentado contra a sua população. As vítimas em sua totalidade eram crianças de 4 anos de idade, estudantes na Creche Gente Inocente. Ao todo, são 9 crianças mortas, uma professora (a heroína Heley Batista, que deu a vida salvando e impedindo o assassino de vitimar mais crianças) e o algoz do ataque, Damião Soares dos Santos.
Para nós brasileiros que nos chocamos com séries de atentados do outro lado do mundo, ficamos estarrecidos com tamanha brutalidade e insanidade tão próximas de nós. Para as cerca de 70 mil pessoas residentes no Município de Janaúba, desde quinta-feira, tanto o universo mental bem como a vida cotidiana viraram de cabeça para baixo em função desse atentado.
Justamente na semana da criança, aquelas 9 inocentes vidas, não poderão desfrutar de todo universo preparado com muito carinho para cada uma delas. Cada sonho, cada plano, cada brincadeira se foram, em função de uma mente insana que foi incapaz de prevê o tamanho da dor que cada ente sentiria após  o ferimento. 
Quando eu era criança, na minha pequena Itaúnas, localizada não no Norte de Minas, mas no Norte do Espírito Santo, ouvi muitas vezes meus avós e minha mãe falarem de Janaúba. Não precisamente da cidade, mas de uma árvore que extraída a casca e após cuidadoso preparo, era feito um chá para a cura de enfermidades.
Imagino que essa cidade tenha esse nome em função dessa árvore que há tempos, produz remédio muito bem utilizado pelos antigos. No entanto, a Janaúba mineira foi ferida e neste momento precisa de bálsamo para a cura. É claro que uma enorme cicatriz ficará em seu tronco para sempre, pois usurparam as flores que a embelezavam e davam vida.
Atualmente, tem-se atribuído à árvore da janaúba, uma grande possibilidade em produzir remédios para a cura do câncer. Porém, o que a Janaúba mineira e demais cidades brasileiras anseiam, são a cura das mentes insanas e cancerígenas  espalhadas por seus territórios. 
Esse incidente em Janaúba deve mostrar para o Brasil que criança é Gente Inocente e que em hipótese alguma deve ser tratada como adulta. Ela precisa de proteção da família e do estado. Se esses dois responsáveis conseguirem fazer com que ela se auto conheça, será muito melhor e mais seguro, pois se uma mente insana, totalmente vestida é capaz de tamanha barbaridade, imagina se estiver nua!?
        #ForçaJanaúba
  
 

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