tempo de oportunidades

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sexta-feira, fevereiro 24, 2017

A beleza está nas cores


Por Célio Barcellos

Ao ler o relato da jovem cantora Ludmilla, fui motivado a escrever mais um texto sobre esse assunto tão recorrente e repugnante chamado racismo. Como, seres humanos esclarecidos, muitos deles até formadores de opinião, são capazes de algo tão infame. Não conheço a Ludmilla e por incrível que pareça, apesar desse mundo midiático e tecnológico, não a vi cantar.

 Normalmente, essa tortura se torna notória quando atinge pessoas conhecidas. A própria cantora diz: “Depois da fama, os ataques aumentaram”. Notem bem! Aumentaram. Ela não diz que não existiam. Assim como ela, tantos outros homens e mulheres negros, se viram vítimas de seres cruéis, vociferando de pronto ataque em palavras assassinas. 

 É lamentável! Infelizmente, ainda teremos de conviver com situações deploráveis como essa. Que bom seria se de fato, não mais existissem essas barbaridades que consomem e destroem personalidades. Quantas crianças, jovens e adultos, possivelmente já tenham tirado a própria vida por agressões como essa?

 Às vezes, viajo na imaginação de minhas origens. Sou de um lugar lindo e maravilhoso chamado Itaúnas. Uma bucólica Vila do litoral norte capixaba, localizada no Município de Conceição da Barra. Ali, em meio a rio, dunas e mar, cresci e aprendi a respeitar as pessoas.  Em minha casa, os meus saudosos avós jamais, caçoaram nesse sentido ou me incentivaram a esse ato insano.

 Durante as ferias, resolvi visitar, o que à época era conhecido como "Sertão de Itaúnas. As localidades de “Córrego Grande”, “Estiva" e "Comercinho dos Parentes”, totalmente tomadas por eucalipto, mas que ainda guardam raríssimos moradores, como o Manoel Viana, que eu só conhecia por causos contados por meus avós, mas que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Um mulato, de 82 anos e gente finíssima. Chegou até brincar que namorou com a minha mãe.

 Pense numa prosa boa! Para mim, muito libertadora, pois era conhecimento que estava somente em meu imaginário. Daquela conversa, surgiu a possibilidade de rever um tio avô, por nome Floriano, também mulato. Que por sinal, oportunizou conhecer os seus netos que eram brancos dos olhos verdes. Uma das suas netas, se parecia com minha filha, que possui olhos verdes e cabelos crespos. Eu sou filho de negro e branca. Minha esposa é filha de branca e ascendente de índio que por conseguinte, tinha avó francesa dos olhos azuis.

 Se porventura, você que está lendo esse texto, em algum momento ousar a querer falar ou praticar atos de racismo, em primeiro lugar, nem pense, pois quem está diante de você é um ser humano igual a você. Depois, procure sondar as suas origens. Você perceberá que, a sua raça, se é que ela existe, não é tão pura o quanto você imagina. 

 Ah, só para efeito de curiosidade, o Ser mais puro dessa terra, chamado Jesus Cristo, vem de uma linhagem miscigenada. No evangelho de São Mateus capítulo 1:1-17, é dito que Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, se casou com Rute, a moabita. Desse matrimônio surgiu Obede, que gerou Jessé; Jessé gerou Davi que por conseguinte veio a descendência de Jesus.

 Portanto, quero dizer para você que na minha opinião não existe "raça negra", "branca" ou qualquer que seja. O que existe é "raça humana". E essa raça humana é de uma beleza extraordinária, só fica feia, quando alguém resolve estragar o colorido.

 






segunda-feira, fevereiro 06, 2017

A segurança que tanto queremos

siteevangélico
 Por Célio Barcellos

Tô achando que Jesus já voltou e noiss é [sic] o pessoal que ficou” Leonardo Daltio via Facebook.
 
O fim de semana na Grande Vitória não foi dos melhores. Em função da greve dos policiais, as ruas da capital se tornaram um pandemônio. De acordo com o noticiário, de sábado (4) até hoje, (segunda-feira 6), foram 51 assassinatos, superando todo o mês de janeiro que foram 4. O problema é que a violência se estendeu para o interior, onde cidades estão sendo saqueadas.
 
Um olhar atento nas Escrituras encontraremos as palavras de Jesus: o “ladrão vem para matar, roubar e destruir” (Jo 10:10). É claro que o sentido primário da fala do Mestre, se refere ao contexto da Palestina, quando os pastores de ovelhas protegiam ao máximo o rebanho para evitar ladrões e salteadores.
 
No entanto, o chefe dos ladrões, conhecido como Satanás, é o promotor de todo o mal que assola a terra. A violência exacerbada com que aflige as grandes cidades tem desencadeado horrores nas pessoas, impedindo-as de ir e vir. Desde o primeiro assassinato na terra, a humanidade paga um alto preço por esse mal chamado pecado.
 
Quando conectamos o texto sagrado com o nosso tempo, percebemos que a única salvaguarda é o retorno imediato do Senhor. Por mais otimismo que venhamos ter, sabemos que o descontrole é total e praticamente um caminho sem volta. Até porque, cada ser humano é um ser livre, e em cada mente há um universo.
 
Não dá mais para fechar os olhos. Fomos diretamente afetados pelo pecado. É preciso reconhecer isso. Se existe um pouco de temor a Deus, resquícios de ética e amor, faça multiplicar essas coisas em sua vida e na vida de todo aquele que estiver ao seu redor.
 
Toda essa onda irá diminuir. Os policiais retornarão e a sensação de segurança voltará. As pessoas voltarão às atividades normais. Tudo voltará a funcionar. Logo, logo, o medo passará. Até mesmo o sexo, droga e rock in rol, retornarão com toda a intensidade, se é que em algum momento tenha ocorrido alguma pausa.
 
Ah, amigo! Como não conseguimos enxergar os perigos que nos rondam?! Se tão somente, levássemos mais a sério as advertência do Senhor Jesus Cristo, certamente, quando a onda da destruição de fato vier, não nos atingiriam.
 
Aproveite o “tempo fechado”, a clausura obrigatória e gaste mais tempo com Deus. Não espere o dia 9, para iniciar os 10 dias de oração. É ledo engano achar que esse curto período resolverá os problemas da vida. Comece já! Estude a sua Bíblia! Coma a sua lição! Se envolva na igreja! Pregue o evangelho! Fuja do pecado! Consagre a sua vida!
 
Assim, muito em breve, enquanto uns estarão fugindo da face dAquele que tudo fez, você estará dizendo: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25:9).
 
Maranatha!







sexta-feira, janeiro 20, 2017

Um “tour” que valeu a pena


 
Por Célio Barcellos
 
Em pleno verão, durante essas férias, resolvi visitar uma localidade que percorria o meu imaginário infantil. O local chama-se “Córrego Parentes” ou como outrora conhecido, “Comercinho dos Parentes”. “Cresci ouvindo tanto o meu vovô (João Pequeno) quanto minha vovó (Wladimira) contarem muitas histórias de pessoas desse lugar, bem como da “Estiva”, Córrego Grande” e o vasto sertão de Itaúnas”.

Itaúnas para quem não conhece, é uma bucólica Vila no litoral norte capixaba, pertencente ao Município de Conceição da Barra. É um lugar encantador! Possui a exuberância do rio, dunas e mar. Nesse lindo lugar, vivem cerca de 1.500 moradores. As dunas que lá existem, cobrem a antiga Vila, soterrada há 50 anos. Vivi na atual Vila, ouvindo histórias encantadoras.

Como não me lembrar de nomes como: Manoel Velho, Ambrosina, Altino, Eduardo, Luiz Italiano, Chico Piangó, Duca Tora, Antônio Colodiano e tantos outros... Alguns eu tive a oportunidade de conhecer. Nesse “tour”, conheci o Manoel Viana, remanescente daquela geração. Aos 82 anos, com uma “sonda” pendurada na cintura, ainda trabalha na roça.

As pessoas que ainda vivem nesse local e em tantas outras comunidades pertencentes ao Município de Conceição da Barra-ES sofrem com o descaso governamental. Estão isoladas! Parecem que não pertencem ao Município. Sofrem com a falta d’água e tantos outros benefícios que poderiam melhorar a condição delas no campo. Certamente, em outras partes do Brasil, existem situações semelhantes.

Quero dizer que, apesar das dificuldades, foi muito bom ter ido atrás de gente simples que sempre ouvi falar. Fiz questão de levar a minha esposa e os nossos filhos, para verem a dificuldade do homem do campo.

Para concluir o “tour”, o Sr. Manoel Viana, me informou do paradeiro de um tio que eu não o via há 20 anos. Segui as suas coordenadas e finalmente encontrei o único tio avô que ainda tenho vivo, o Sr. Floriano Martins Conceição, irmão de minha falecida vó.

Nessa busca e reencontros, acabei conhecendo netos e bisnetos do meu tio. Foi algo tão especial que deu para perceber um pouco da miscigenação que há em minha família, pois na mistura de negros, brancos, caboclos, saiu muita gente bonita.

 Alguns reclamam de mim por eu procurar parentes e amigos. Confesso que reduzi de ir na casa de alguns, pois percebi que não havia reciprocidade nem ao menos em solicitar o contato telefônico para um bate-papo e saber se estou vivo. Mas ainda assim, não deixo de visita-los mesmo que demore um pouco mais.

Aprendi a fazer isso com os meus avós e parar é um tanto complicado. Não o faço por interesse nenhum a não ser o de estar próximo de um conhecido. Até tenho procurado fazer mais por quem não pode me dar nada em troca, pois fazer somente por quem pode é bajulação e falsidade.
         Após essa visita, confirmou-se o porque de "Comercinho dos Parentes":
         A neta do tio Floriano   foi casada com o filho do Manoel Neves.
         Uma espécie de "fusão" familiar.
         Ah, um detalhe muito importante: nunca saio sem antes deixar uma mensagem de esperança.
         Se você ama a vida, procure amar as pessoas.
         Pois é... Experimente um turismo para encontrar suas origens.
         Que Deus proteja e abençoe cada cidadão dos interiores desse País.

quarta-feira, dezembro 28, 2016

"Ser humano" e não "Ser monstro"




hojerondonia.com

Por Célio Barcellos

Discussões, provocações, embriaguez, drogas e etc... Eis os ingredientes próprios e perigosos para as tragédias. A mais recente delas e com grande repercussão foi a ocorrida na Estação Pedro II, da Linha 3 – Vermelha do Metrô de São Paulo, quando o vendedor ambulante Luis Carlos Ruas, foi espancado até a morte por dois irracionais.
 
De acordo com o noticiário, os dois elementos se estranharam com um travesti morador de rua. O então ambulante tomou as dores ao defender aquele cidadão e acabou levando a pior. Apesar de não sabermos ao certo o que aconteceu, certamente, houve discussão, provocação ou qualquer ato desrespeitoso iniciado por alguém.
 
Dentro de cada ser humano existe um monstro que precisa ser domado. Também há nesse mesmo ser humano, um ser bondoso que se bem alimentado, manifestará valores e comportamentos que tanto a sociedade anseia. No entanto, o fato desse monstro diariamente se alimentar de monstruosidades, a tendência parece ser a da voracidade.
 
Voracidade essa, que aumenta a cada dia. Por mais que se tentem vender o homem como um ser evoluído, (os avanços nas diversas áreas do conhecimento são notórios) as suas monstruosidades revelam uma “involução” que beira a destruição. É assustador o que surge diariamente, e mais assustador o que certamente não é noticiado.
 
Será que de fato queremos uma sociedade possuidora de amor, verdade e justiça? Ou será que brincamos do “faz de conta”? Será que cada um de nós está disposto em abrir mão do que quer em prol do outro? Princípios como moralidade e ética estão descartados? Ou esses princípios são importantes alimentos para ajudar no combate à monstruosidade humana?
 
Se potencializarmos a bondade que há em nós e transformarmos tudo em altruísmo, as notícias serão diferentes. Ao invés de terrorismos e maldades, teremos ações mais humanas. Só que isso exigirá um tremendo sacrifício e desprendimento do “eu”.
 
Então! Nesse mundo violento e propagador de violência, há alguém disposto a abrir mão do “eu” e dar o primeiro passo? Há alguém desejoso de fazer uso da liberdade com responsabilidade? Se começarmos já, ao invés de pontapés e maldades, teremos abraços e fraternidade.





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