tempo de oportunidades

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sexta-feira, abril 28, 2017

O diabo está com medo do homem




Por Célio Barcellos

Credita-se a Lutero, a seguinte alegoria: Caminhava ao alguém por uma estrada e eis que ao longe ele avistou um ser cabisbaixo. À medida em que se aproximava, o viajante percebeu muita tristeza naquele semblante, e perguntou o motivo de tamanha prostração. Eis que a resposta foi a seguinte: É que “me chamo Satanás. Estou muito triste, pois tudo que os homens fazem de maldade creditam a mim”.
Alegoria à parte, o que pode ser visto no mundo atualmente é a humanidade cada vez mais assolada no pecado. De acordo com o Apóstolo Paulo, os últimos dias seriam terríveis (2Tm 3:1-4). Dá até para arriscar outra alegoria:

Certa vez, caminhava pela cidade de Kakópolis (nome fictício com o significado de cidade má), um ser estranho. À medida em que ele adentrava a cidade, percebeu que o lugar era muito medonho no pecado e atrocidades. Os moradores eram maus! Roubos e assassinatos eram constantes e a sangue frio. Perversões eram praticadas à luz do dia. O local irrompia trevas. A corrupção era uma prática comum. Só havia sujeira e miséria. Os kakopolitanos já não creditavam a maldade e o pecado a Satanás. Eles próprios assumiram a essência do mal. Naquele instante, aquele ser estranho na cidade, saiu correndo, desesperado e cheio de medo das pessoas. Aquele ser era o próprio diabo.

Do jeito que as coisas estão no mundo, dá até para imaginar que o diabo, causador de todo o mal, está com medo do ser humano. O homem desceu a um nível tão baixo no pecado que até o originador do mal duvida que o mesmo seja capaz de fazer. É tanta desgraça no cotidiano, que dá até náuseas. Até mesmo os cristãos, precisam se precaver para não seguirem as diversas ondas que tem afogado a muita gente.
As pessoas não se entendem mais. A justiça perdeu a moral. A polícia que outrora combatia, agora é combatida. Os políticos, por pensarem somente em si, criaram um mundo de revoltas. É comum em pleno dia, crianças que poderiam estar na escola, portarem armas de auto calibre. Os bancos das praças, ao invés de famílias, estão repletos de "noiados" à procura de suprimentos para a escravidão em que se meteram.
Se o olhar for apenas humanista, onde é que isso tudo irá parar? Será que o homem conseguirá resolver os tantos problemas? Apesar de nos encantarmos com o que o homem pode fazer, como por exemplo, enviar uma sonda para perscrutar a atmosfera de Saturno bem como as suas luas e anéis e até coisas que são verdadeiros milagres, do ponto de vista humano, todos sabem que no que se refere a mudar a natureza não há solução. 
Por mais otimistas que precisamos ser, o presente já revela um futuro meio que sem controle. Tanto nas relações humanas quanto nas ambições de poderio militar ou no controle de tecnologias, especialmente a onda do momento, nomeada de Inteligência Artificial (IA), o que se vê é um ser cruel, cheio de ira, de inveja, totalmente oposto daquele ser perfeito que saiu das mão do Criador.
No entanto, do ponto de vista de Deus e na fidelidade de Seus mensageiros, há um futuro de ESPERANÇA. Mesmo que o cenário seja desanimador é preciso olhar além. Se cada cristão, estiver ciente do seu dever e fazer do seu lar, a base para esse futuro, as coisas prosseguirão em fé. 


Neste ano de 2017, quando a Reforma Protestante comemora 500 anos, não custa nada exaltarmos a Palavra de Deus e obtermos dela, toda a luz necessária para andarmos nesse mundo cheio de trevas e maldades. É necessário permitir que a Palavra molde os nossos pensamentos e comportamento. Afinal, num mundo envolto em maldades e sem esperança, creio que a Justiça de Deus revelada no evangelho, através da fé, é a única escapatória para cristãos que anseiam por um futuro de ESPERANÇA (Rm 1:17).
Portanto, ainda que as coisas não estejam indo bem, até mesmo você, que outrora se sentia inabalável, mas percebe no momento a sua fé arrefecendo em função do emaranhado de problemas existentes e das diversas tentações e perversões que o pecado oferece diariamente. Prossiga com esperança! Não desista! 
Não caia na bobeira de achar que o diabo está com medo do homem. Pelo contrário, ele quer mais é que o “circo" pegue fogo, pois assim, mais pessoas se queimarão juntas. Se na alegoria ele corre com medo do homem,  na vida real ele se mistura aos maus para a prática de maiores maldades. Ah, ele corre sim! De todo aquele filho e filha de Deus lavados e purificados no Sangue do Cordeiro. Revistamo-nos da armadura de Deus para que fiquemos firmes contra as ciladas e atrocidades do diabo (Ef. 6:11)

Falange do bem



Por Célio Barcellos

Frequentemente, bate aquela nostalgia da minha terra. Sem nenhuma pretensão, sinto-me como um Gonçalves Dias numa Canção do Exílio, ou como Casimiro de Abreu declamando o poema “Meus Oito Anos”. 
Como era bom acordar em Itaúnas e dar um abraço na vida. O dia parecia não ter fim, pois  muitas coisas aconteciam. Desde a escola Benônio Falcão de Gouveia, onde junto com amigos dávamos passos para o aprendizado até as traquinagens de moleque. E ponha traquinagens!
Particularmente, havia um trio inseparável. Nenê, Célio e Toninho. Um trio, que mais parecia uma falange, liderada por Nenê, o aleijado que fazia miséria de muletas. Às vezes, juntavam Noirzinho, Rivelino e Mazinho, formando um sexteto afinadíssimo quando o assunto era aventura.
Alguns da falange, possuíam apelidos meio esquisitos. O Antônio Carlos Batista, vulgo Toninho, filho de Mariinha e neto da dona Maria Cutia, era conhecido como Toninho da Cachorra. O Mazinho, filho de Zelita e neto da dona Felicia, era Mazinho mesmo; O Sebastião Paixão Maia, filho de Maria Catarina e Bernabeth, era o Nenê; Noirzinho, filho de Noir e Vitalina era o “Verdão”; Rivelino, filho de Didi e dona Rosa era o  “Revelado”; e o neto da dona Valdimira e João Pequeno, conhecido como “Bota Cara” ou “Zé da Barra” e por alguns como Zé de Valdimira e atualmente como Célio de Adocélia.
A chácara do Zé Basílio era o local preferido, mas as localidades do Angelim, João Batista, Terezinha, Zé Dias, enfim… lugares que atualmente mudaram de nome e a moçada atual não sabe nem do que se trata. Um lugar também que não pode ficar de fora era o Tamandaré. Quantas carreiras tomamos daquele senhor de pouca estatura, olhos azuis, chapéu de palha e bastante carrancudo para defender o seu pomar de frutas tropicais!
O Sr. Tamanda, como nós o chamávamos, foi o único remanescente da Antiga Vila que permaneceu do outro lado do rio. Com o soterramento da Itaúnas Velha, quando os moradores se mudaram para o local atual, o Sr. Tamanda disse que somente sairia de lá morto. E cumpriu a palavra! 
Usando a sabedoria, ao invés de desmatar, procurou preservar a flora do lugar, fazendo o sábio uso da terra. As Dunas que soterraram a Vila, não atingiram a casa do Tamandaré. Com a morte dele e de sua esposa dona Nonôca, diga-se de passagem em função da idade, infelizmente nenhum dos filhos teve o mesmo intuito do pai em preservar e obter a subsistência do lugar.
Mas, como comentado anteriormente, o Nenê era o chefe da falange, cheio de malícia e muito dissimulado, onde enganava até a mãe. Pobre da dona Catarina! Acreditava na inocência do menino. Quanta ingenuidade dela e do Sr. Bernabeth. O problema, que nós também caíamos na onda do infeliz. Talvez por pena dele em ser aleijado, (hoje ele não usa as muletas.  Utiliza apenas uma. Dirige carros e faz um monte de coisas, graças a Deus).
Particularmente, eu apanhei muito por causa dele. A minha saudosa vovó Valdimira, não achava ele tão inocente. Como éramos vizinhos e muito amigos, tínhamos o rio, praticamente como nosso quintal. Partíamos para nos refrescar e por chantagem, o infeliz, queria que eu o carregasse nas costas. Aquela cena, deixava a minha vovozinha uma arara. E tome surra quando voltava! 
É isso ai… lembrar do passado é lembrar da vida. É ter causos para contar e se divertir com os mesmos. Toda vez que retorno a Itaúnas e reencontro alguns desses, normalmente temos alguma coisa para relembrar e rir. 
Valeu Itaúnas! Você é o local onde tenho as melhores recordações da vida. Um abraço aos meus amigos e a cada cidadão desse meu pedaço de chão.

segunda-feira, abril 24, 2017

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De Cruz à Nova Terra

Arquivo pessoal do homenageado

Por Célio Barcellos

No Recôncavo, na cidade de "Cruz"
as almas se degladiam com espadas incandescentes.
Lá, nasceu um garoto. Ou melhor: um soldado!
Disposto a guerrear, não com espadas profanas,
mas com a "Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus".
De casa saiu e para a guerra partiu, o filho de João e Eulália.
Como bravo soldado, a ninguém derrubou,
exceto um leão por dia matou.
Com bravura lutou, a alcançar a cultura, que hoje perdura
e te faz orgulhar.
Nas muitas batalhas, ferido se viu, porém prosseguiu, o alvo a alcançar.
Jamais se rendeu, com exceção Àquele que tudo lhe deu:
Vida, fé, sabedoria, família...
Sentiremos saudades do vernáculo escrito, da linguagem simples,
porém precisa.
De um nordestino baiano, que carrega nas veias
a alegria constante do Evangelho a pregar.
É hora de parar! O último pôr do sol, finda para um novo começo.
Ainda não acabou! Após 40 anos, o Jordão foi atravessado,
mas lembre-se pastor:
Faltam "Ai"e "Jericó", para enfim celebrar, a conquista da Terra.
Parabéns pastor Zinaldo! Que Deus o abençoe!


Esse singelo texto poético, foi escrito em homenagem ao Pr. Zinaldo Azevedo Santos.
Por ocasião de sua jubilação em 2015. Após 4 décadas dedicadas à igreja.
Grande parte como  editor na Casa Publicadora Brasileira.

sexta-feira, abril 14, 2017

Homem de paz e não de guerra


Meu filho aos 9 anos retratando a Páscoa. Ele compreendeu, Barrabás e tantos outros não.
Por Célio Barcellos

Há dois mil anos, numa quinta-feira, na calada da noite, uma “turba" furiosa conduziu o mais inocente de todos os homens aos poderosos da “toga" para ser julgado e ultrajado de forma  parcial. Totalmente ilegal em função do horário e sem que os “altos” do processo apresentassem qualquer vestígio contra aquele ser totalmente do bem, os justiceiros, usando a força da lei e se amparando em covardes, puniram um inocente.
Depois de dada a sentença e após muitos chutes e açoites, o nobre homem, mudo como uma ovelha e conduzido como um animal para o abate (Is 53:7), é levado pelas ruas de Jerusalém e tratado como um criminoso. A multidão aglomerada aos berros feito animal feroz pronta para dilacerar a sua vítima.
Durante a festa da páscoa, quando algum criminoso recebia o salvo-conduto (Mc 15:6), eis que o presente cai nas mãos de Barrabás, o filho do Rabi. Um homem que fora educado nos caminhos da salvação desde o Rol do Berço até a fase jovem, mas que por influência revolucionária, à semelhança dos movimentos de guerrilha e libertação, se filiou ao grupo de resistência armado conhecido como “zelotes" também chamado de “sicários”.
Infelizmente, tanto Barrabás bem como outros, não compreenderam a real missão do Messias. Olharam para Ele somente como libertador, guerreiro, um líder especialista na espada. Não conseguiram enxergar nEle, a salvação da alma; a libertação do pecado; mas a luta armada como solução para a paz. 
     Para você, leitor do século 21 quem é Jesus? É uma espécie de Simon Bolivar, disposto a libertar não somente um continente, mas todo o mundo dos tiranos e opressores? Se na sua mente, as revoluções e lutas armadas serão a solução e que o mundo precisa de um líder à semelhança de um Donald Trump, para chegar a paz, os seus ideais podem estar equivocados.
Na mente de Jesus não existia nada de revoluções, de guerras, assassinatos, ódio ou revanchismo. Ao invés de violência, os seus atos diziam: “Je Suis Pour La Paix” (Eu Sou Pela Paz). Uma paz que liberta, mas que foi interpretada como sendo para prender e matar. 
Após o seu linchamento pela “Via Dolorosa” e totalmente sem forças, o Senhor Jesus, o homem da paz, foi levado para o Gólgota, onde receberia o peso dos pecados dos homens. Naquele local, conhecido como o “Lugar da Caveira”, por volta das (15:00), numa sexta-feira, o  Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29), morreu por mim e por você.
Que nessa Páscoa e durante toda a nossa vida, ao invés de chocolates e coelhos, inculquemos na memória a pessoa de Jesus Cristo. O homem que revolucionou o mundo, não para destruí-lo, mas para salvá-lo do pecado. Não através da espada como os homens esperavam, mas através da verdade e do amor.
Uma feliz páscoa!


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