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sexta-feira, abril 14, 2017

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Homem de paz e não de guerra


Meu filho aos 9 anos retratando a Páscoa. Ele compreendeu, Barrabás e tantos outros não.
Por Célio Barcellos

Há dois mil anos, numa quinta-feira, na calada da noite, uma “turba" furiosa conduziu o mais inocente de todos os homens aos poderosos da “toga" para ser julgado e ultrajado de forma  parcial. Totalmente ilegal em função do horário e sem que os “altos” do processo apresentassem qualquer vestígio contra aquele ser totalmente do bem, os justiceiros, usando a força da lei e se amparando em covardes, puniram um inocente.
Depois de dada a sentença e após muitos chutes e açoites, o nobre homem, mudo como uma ovelha e conduzido como um animal para o abate (Is 53:7), é levado pelas ruas de Jerusalém e tratado como um criminoso. A multidão aglomerada aos berros feito animal feroz pronta para dilacerar a sua vítima.
Durante a festa da páscoa, quando algum criminoso recebia o salvo-conduto (Mc 15:6), eis que o presente cai nas mãos de Barrabás, o filho do Rabi. Um homem que fora educado nos caminhos da salvação desde o Rol do Berço até a fase jovem, mas que por influência revolucionária, à semelhança dos movimentos de guerrilha e libertação, se filiou ao grupo de resistência armado conhecido como “zelotes" também chamado de “sicários”.
Infelizmente, tanto Barrabás bem como outros, não compreenderam a real missão do Messias. Olharam para Ele somente como libertador, guerreiro, um líder especialista na espada. Não conseguiram enxergar nEle, a salvação da alma; a libertação do pecado; mas a luta armada como solução para a paz. 
     Para você, leitor do século 21 quem é Jesus? É uma espécie de Simon Bolivar, disposto a libertar não somente um continente, mas todo o mundo dos tiranos e opressores? Se na sua mente, as revoluções e lutas armadas serão a solução e que o mundo precisa de um líder à semelhança de um Donald Trump, para chegar a paz, os seus ideais podem estar equivocados.
Na mente de Jesus não existia nada de revoluções, de guerras, assassinatos, ódio ou revanchismo. Ao invés de violência, os seus atos diziam: “Je Suis Pour La Paix” (Eu Sou Pela Paz). Uma paz que liberta, mas que foi interpretada como sendo para prender e matar. 
Após o seu linchamento pela “Via Dolorosa” e totalmente sem forças, o Senhor Jesus, o homem da paz, foi levado para o Gólgota, onde receberia o peso dos pecados dos homens. Naquele local, conhecido como o “Lugar da Caveira”, por volta das (15:00), numa sexta-feira, o  Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29), morreu por mim e por você.
Que nessa Páscoa e durante toda a nossa vida, ao invés de chocolates e coelhos, inculquemos na memória a pessoa de Jesus Cristo. O homem que revolucionou o mundo, não para destruí-lo, mas para salvá-lo do pecado. Não através da espada como os homens esperavam, mas através da verdade e do amor.
Uma feliz páscoa!


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