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quinta-feira, junho 22, 2017

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Quase no lar não é certeza de chegada


Foto: Jefferson Rocio

Por Célio Barcellos

Por volta das 5:50 da manhã desta quinta-feira (22/06), um trágico acidente envolvendo uma carreta com granito, duas ambulâncias e um ônibus da Viação Águia Branca, provocou a morte de 21 pessoas e deixou 22 feridos na região de Guarapari/ES. O impacto foi tão forte que o ônibus conduzindo os 30 passageiros de São Paulo com destino a capital do Espírito Santo, pegou fogo, causando a morte de 15 pessoas.
O que esse acidente, considerado o maior e mais grave nas rodovias capixabas, pode deixar para nós? Tanto esse, quanto outros graves que já ocorreram, seja em terras capixabas ou em qualquer outro lugar, deveriam impactar-nos a ponto de causar uma verdadeira mudança no trânsito. É uma loucura total o que se vê nas cidades e rodovias desse imenso Brasil. Situações que beiram a loucura e irresponsabilidade.
Será que na pressa de chegar, compensa arriscar a sua vida, a de sua família e a de pessoas que trafegam livremente como você? É comum ver condutores, seja de carro de passeio ou veículos maiores, com uma autoconfiança que beira a soberba e a ignorância. É claro que fatalidades acontecem, mas muitos acidentes e mortes poderiam ser evitados, se tão somente tivéssemos mais amor à vida e nos preocupássemos de fato em chegar.
A ideia desse texto, surgiu hoje pela manhã por volta das 10:00. Eu havia passando na casa do amigo Moisés Oliveira, pastor na Grande Vitória, para buscar um objeto. Após um breve diálogo sobre o acidente, o colega expressou: "quase no lar, mas não chegaram", referindo-se ao ônibus que conduzia os passageiros e que estava a poucos quilômetros do destino final.
De fato, saí dali para resolver situações referentes à saúde, mas não me saia da cabeça a frase do amigo Moisés. Ao ligar o veículo para retornar para casa, como de costume, fiz uma oração pedindo proteção e livramento dos perigos. No veículo estava toda a minha família e numa estrada muito movimentada. Em determinado momento já à noite, em direção a Colatina, precisei sair para o acostamento em função de alguém apressado ultrapassando no sentido contrário.
Quando estávamos em São Domingos do Norte, a 21 Km de nossa casa, começou a chover forte. Lembrei mais uma vez do amigo Moisés e dessa vez dialoguei com a minha esposa, Salomé: Quase no lar, não é certeza de chegada. Falamos sobre o ocorrido em Guarapari pela manhã e fizemos uma ponte para a vida espiritual.
Ao chegarmos em casa, a primeira coisa que fizemos foi agradecer a Deus. Mesmo cansado, decidi escrever esse texto, pois sei que os familiares das vítimas não dormirão e terão uma espécie de pesadelo, pois ao invés de abraçar queridos, terão de encarar corpos gélidos e inertes. 
A vida é muito breve! O Salmo 90, atribuído a Moisés chega a dizer o seguinte acerca da transitoriedade humana: “… A vida passa logo, e nós desaparecemos” (Sl 90:10 - BLH). Infelizmente, na aurora dessa quinta-feira, o crepúsculo se apressou para 21 pessoas.
Tem você somente olhado para a aurora da vida e não se lembrado de que há também o crepúsculo? Pois é! Quero te dizer que o sol se põe e a depender do ambiente, só restará medo e escuridão. 
Querido (a) amigo (a)! Valorizemos mais a vida. A começar por cada um de nós. Lembremo-nos que a vida é uma longa estrada e que muitas vezes precisaremos parar, olhar para os dois lados e acionarmos a “seta" para a direção que iremos seguir. 
Se porventura, surgir a necessidade de ultrapassagem, que a façamos com segurança, educação e com muita responsabilidade, pois assim fazendo, a probabilidade de chegarmos em nosso lar é bastante considerável.
#Oremos pelos sobreviventes.  #Oremos pelas famílias.

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